Após algum tempo de contactos e muito esforço por parte da Câmara Municipal de Murça, finalmente o Centro Interpretativo do Castro de Palheiros vai “integrar” a rede de sítios abrangidos pelo Museu do Douro. Esta é uma forma de dar outra dinâmica e animação ao espaço e, ao mesmo tempo, irá dar outra visibilidade ao Castro.
Este é um velho anseio do presidente do Município, João Teixeira, já manifestada há algum tempo ao Nosso Jornal. Mesmo sem esta nova vivência, o Centro Interpretativo do Castro de Palheiros é uma das 35 estruturas museológicas descritas num guia que o Museu do Douro lançou em 2009 em que se revela toda a história, desde o vinho, à geologia, à arqueologia e à etnografia. O livro, coordenado por Natália Fauvrelle, já tinha como objetivo possibilitar aos turistas fazerem os seus próprios roteiros de descoberta dos diferentes museus do Douro. Agora, do papel pode-se dizer que se institucionalizaram vontades.
Entre 3000 a 1800 AC, foi construído o Castro de Palheiros de onde se avista uma paisagem deslumbrante. As escavações arqueológicas iniciaram- -se em 1995 e foram dirigidas pela arqueóloga Maria de Jesus Sanches, que supervisionou uma equipa da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que descobriu e catalogou os vestígios que foram aparecendo. No entanto, entre 2001 e 2003, as escavações tomaram outro rumo, com a autarquia de Murça a fazer uma candidatura ao Programa Operacional da Região Norte, ON. A divulgação e musealização deste Crasto só viria a ocorrer em 2007/2008, com um novo projeto apresentado pela autarquia ao ON, que foi também cofinanciado pelos fundos estruturais da União Europeia.



