Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Catarino classificado publicamente como “assassino em série”

Foi dado como culpado por tentar matar uma jovem de 16 anos e agora é suspeito de outro homicídio. As investigações continuam para saber se Luís Catarino poderá estar envolvido no desaparecimento de Judite Carvalho

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Depois de ter estado preso por tentativa de homicídio, Luís Artur Catarino Marques, de 58 anos, residente em Vila Real, foi detido, no dia 26, no Porto, como principal suspeito da morte de uma mulher em setembro de 2012.

O corpo da vítima foi encontrado recentemente numa mata em Ponte de Lima, mas Maria Augusta Ernesto, de 32 anos, natural de Torres Vedras, estaria desaparecida desde 2012, altura em que, segundo familiares, deixou o emprego, o companheiro e os filhos para iniciar uma vida amorosa com o suspeito.

Sobre Luís Catarino recaem agora suspeitas de homicídio e profanação de cadáver, uma realidade que a somar ao violento crime contra uma jovem de 16 anos, pelo qual foi julgado e cumpriu pena, e a suspeita de que poderá estar envolvido no desaparecimento de uma outra mulher em Vila Real, levou os órgãos de comunicação social nacional a classificá-lo mesmo como um possível “assassino em série”.

Segundo informações veiculadas pelo Jornal de Notícias, as quais a VTM não conseguiu confirmar junto das forças policiais, é traçado um perfil “frio, calculista”, “muito inteligente”, “perigoso e manipulador”.

As investigações, levadas a cabo pela Polícia Judiciária de Braga, continuam, enquanto isso Luís Catarino, que já foi interrogado por um juiz de instrução criminal do Tribunal de Ponte de Lima no dia da detenção, vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva.

No que diz respeito ao crime cometido em dezembro 2001, de recordar que o agora detido foi julgado e condenado a dez anos e três meses pela tentativa de homicídio de adolescente, de 16 anos, natural da sua terra natal, Vilar de Maçada, concelho de Alijó, com a mãe da qual, alegadamente, mantinha uma relação amorosa extraconjugal.

No dia dos acontecimentos, Luís Catarino levou a jovem para passear no Santuário de Nossa Senhora da Guia, em Vila Real, onde a tentou asfixiar com uma corda, deu-lhe três tiros na zona do pescoço e regou-a com gasolina. A jovem recuperou no entanto os sentidos, fugiu para o meio do pinhal e, apesar de gravemente ferida, ainda consegue utilizar o seu telemóvel para pedir ajuda.

Um ano depois do crime, o juiz do Tribunal de Vila Real que julgou o caso descreveu a personalidade de Luís Catarino como “um homem dúbio com vida dupla ou tripla” e sentenciou-o dez anos e três meses de prisão, dos quais foram cumpridos sete.

 

Desaparecimento de Judite Carvalho ainda por resolver

 

A detenção de Luís Catarino poderá, segundo também o Jornal de Notícias, levar à reabertura das investigações sobre o desaparecimento de Judite Carvalho, uma vila-realense de 42 anos que, no dia 25 de maio, desapareceu sem deixar rasto.

Foi vista pela última vez pelas 21h daquele dia, “quando saia do trabalho, no Intermarché em Vila Real, no seu carro, um Peugeot 206, azul-escuro, cinco portas, com o Tweety (piu-piu amarelo) pendurado no retrovisor e com a matrícula 68-48-QE”.

Apesar das investigações, nunca foram encontradas pistas significativas sobre o caso, sabendo-se agora que Luís Catarino residia próximo do local de trabalho de Judite Carvalho.

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