Vila RealCDU defende que “é possível acreditar no desenvolvimento”

CDU defende que “é possível acreditar no desenvolvimento”

Sob o lema “produzir para desenvolver”, a CDU apresentou as suas propostas para o distrito de Vila Real, sublinhando a necessidade de apostar em políticas de apoio à agricultura regional. Focando no programa eleitoral as suas ideias nos vários sectores, desde o turismo à educação, passando pela saúde, protecção social e acessibilidades, o partido acredita que é possível dar “a volta à crise” e relançar o desenvolvimento económico, social e humano do distrito.

“Queremos deixar uma mensagem de confiança na viabilidade do distrito”, defendeu Manuel Cunha, cabeça-de-lista no distrito de Vila Real da Coligação Democrática Unitária (CDU) que, no dia 16, apresentou o seu Programa Eleitoral para as próximas eleições Legislativas.

Segundo o candidato, “não é por falta de recursos humanos e riquezas naturais e estruturais” que o distrito não terá futuro, pelo contrário, Vila Real tem o que é preciso para “relançar o seu desenvolvimento económico, social e humano”.

“Produzir para desenvolver e dar a volta à crise” é assim o lema da CDU, que acredita ser possível, através da “criatividade e mobilização das populações”, e com a “justa valorização dos recursos”, corrigir as desigualdades e as injustiças sociais.

Manuel Cunha apelou ao voto da CDU, lembrando à população que “chegamos onde chegamos devido às políticas do PS e do PSD”, e deixou a garantia de que o seu partido defenderá na Assembleia da República (AR) “políticas de investimento público que estruturem o território, combatam o despovoamento e a desertificação, permitam reduzir os elevados índices de desemprego e dêem sinais inequívocos de que a coesão territorial é um dos princípios estruturantes”.

Para o candidato, desviar o distrito do caminho descendente em que se encontra passa pela aposta na produção. “Durante anos, o país importou produtos porque eram mais baratos. Hoje sabemos que não pode ser assim. Sem a auto-suficiência colocamos em causa a independência nacional”, explicou.

Lembrando que continua uma incógnita a finalidade que tiveram “os milhares de milhões de euros” que Portugal recebeu da União Europeia, no âmbito de apoios à agricultura, o comunista defendeu a necessidade de apoiar, sobretudo, a agricultura familiar e as produções agrícolas regionais através de uma reformulação do Programa de Desenvolvimento Rural (PRODER).

Além de apresentar as suas várias posições e apostas em áreas como o turismo, a indústria e o comércio, as acessibilidades, a saúde, a cultura, a educação e a protecção social, entre outras, na apresentação do seu programa eleitoral, a CDU deixou a certeza de que, a ser eleita, vai defender os interesses do distrito na AR, como aliás, tem feito nos últimos anos, “através da intervenção do deputado Agostinho Lopes”, eleito pelo círculo eleitoral de Braga. “Não temos deputados eleitos, mas somos o partido que tem mais intervenções sobre Vila Real”, garantiu o mesmo responsável político, lembrando a “presença consistente” do deputado comunista para ouvir as populações e apresentar propostas no Parlamento Nacional para resolver os seus problemas.

“Se isso acontecesse nos outros partidos não se assistiria ao afastamento das populações da política, como hoje acontece”, defendeu.

Completamente disponível para qualquer tipo de debates, reuniões, encontros, discussões e entrevistas, Manuel Cunha acredita que “é sempre vantajoso participar em iniciativas que sirvam para esclarecer os cidadãos” e apresentar os objectivos “ambiciosos” da CDU. “E sempre sem medo de ir buscar as nossas propostas anteriores e desafiando os outros partidos a fazerem o mesmo. A isso se chama ter memória política”, sublinhou.

Já com várias acções programadas, o partido, que conta ainda nos cinco primeiros lugares da sua lista com Ana Paula Simões, António Serafim, Berta Santos e Paulo Figueiredo, querem fazer uma campanha ainda mais forte que nas das últimas eleições, garantindo uma “ampla divulgação” das suas propostas e “privilegiando o contacto interpessoal”.

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