“São equipamentos que não são vulgares em Portugal e serão muito úteis em acaso de acidentes com materiais perigosos”, explicou Álvaro Ribeiro, comandante da Associação de Bombeiros Voluntários da Cruz Branca de Vila Real, sobre os equipamentos doados por uma corporação americana.
Segundo o mesmo responsável, a iniciativa partiu de um vila-realense que está emigrado em New Work, nos Estados Unidos, que dinamizou a comunidade emigrante local e junto dos bombeiros daquela cidade conseguiu o material.
Uma recolha de fundos realizada com o apoio da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro permitiu ainda pagar na íntegra o envio dos equipamentos, que saíram assim, a custo zero para os bombeiros vila–realenses.
Entre os equipamentos, que já se encontram no novo quartel da corporação (cuja inauguração deverá acontecer em breve), estão mais de uma centena de casacos do tipo “Nomex” e outros itens, como por exemplo dezenas de pares de botas de borracha, necessários na proteção dos soldados da paz durante o combate a incêndios urbanos industriais.
Aliás, na sua grande maioria os equipamentos recebidos visam dar resposta a necessidades da corporação ao nível do socorro a sinistros que envolvam matérias perigosos, por exemplo químicos. “Recebemos três macas de descontaminação de vítimas, que retêm a água utilizada em tinas evitando a contaminação do solo” no local do acidente, explicou o mesmo responsável.
Outra das dádivas que vem apetrechar a corporação vila-realense como poucos no país é um conjunto de equipamentos hidráulicos que, graças ao facto de funcionarem sem qualquer ligação elétrica, permitem a atuação, sem risco, em “ambientes explosivos”. Entre esses equipamentos estão uma bomba de sucção de líquidos e uma máquina de perfuração.
Escadas resistentes a temperaturas extremamente altas, ferramentas de desencarceração e elevação e um gerador estão também entre os equipamentos.




