"É nosso dever pugnar pelo desenvolvimento da modalidade, por isso, apesar da crise, não podíamos deixar de organizar a São Silvestre”, sublinhou José Silva, presidente da Associação de Atletismo de Vila Real, que organiza a prova em parceria com a Câmara Municipal, o RI13, o Inatel, a Junta Regional do Corpo Nacional de Escutas e as Associação “AGE +”.
Domingos Madeira Pinto, vereador responsável pelo pelouro do desporto na autarquia, sublinhou que a alteração da hora da corrida, que antes se realizava ao final da tarde e este ano passa para as 22h00, foi estratégica. “Por um lado, permitimos que os atletas que trabalham e que são de longe participem na prova, e, por outro, a prova não interfere tanto no trânsito da cidade”, explicou.
Contando com o mesmo percurso do ano passado (início no RI13 e conclusão na Praça do Município), ou seja, 10 quilómetros para a corrida e seis para a marcha, são esperados centenas de participantes que lutarão pelos prémios pecuniários nas várias categorias, num total de mais de 25, cujo valor oscila entre os 350 e os 10 euros.
Na sua sétima edição, a corrida vai, como é habitual, ter um importante cariz social, através não só da recolha de bens alimentares junto dos militares do RI13 que vão participar na prova mas também através da parceria com a “AGE +” e a Junta Regional dos Escuteiros. “Essas duas associações precisavam de apoio para os seus projetos, por isso, em vez de dar o peixe, demos a cana e o anzol para eles pescarem”, frisou o vereador, explicando que a associação de jovens vai contribuir com a animação do evento e com a organização da sessão protocolar e os escuteiros vão apoiar nas questões de segurança. Ambas vão ter a sua participação reconhecida ao receber o valor total angariado com as inscrições na prova (50 por cento cada).
“ A AGE + é uma associação ainda nova mas que já mereceu o reconhecimento da autarquia, já a Junta Regional do CNE, que tem na sua génese todas as organizações de escuteiros do concelho de Vila Real e do próprio distrito, dispensa apresentações”, adiantou o mesmo responsável político.
Domingos Madeira Pinto referiu ainda que, no caso dos escuteiros, o dinheiro recebido será utilizado nos trabalhos de criação do Centro Regional de Atividades Escutistas/Campo Escola, que está a nascer em Vila Cova e que já tem recebido escuteiros não só da região mas de norte a sul do país e mesmo do estrangeiro.



