Os Centros de Saúde de Alijó, Boticas, Montalegre, Murça, Ribeira de Pena, Santa Marta de Penaguião, Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, à semelhança do que já aconteceu, nos restantes Municípios, vão ter, até ao final deste mês, consultas de cessação tabágica.
Segundo foi anunciado pela Sub-Região de Saúde, entraram em funcionamento, já durante este ano, no âmbito do Programa de Prevenção e Tratamento do Tabagismo, as consultas nos Centros de Saúde de Chaves 1 e 2, Mesão Frio, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião e Vila Real 1 e 2.
Através do programa, desenvolvido pela Administração Regional de Saúde do Norte, desde 2006, com o intuito de ajudar os fumadores a abandonar o vício do tabaco, só no distrito vila-realense, já foram consultados cerca de “100 utentes pelos cerca de 40 profissionais envolvidos no serviço”, revelou José Maria Andrade, Coordenador da Sub-Região de Saúde de Vila Real.
O primeiro passo a dar pelos vila-realense que querem deixar de fumar é dirigir-se ao seu médico de família que, depois, os encaminhará para a consulta de cessação tabágica. “Até ao momento, tem sido dada resposta a todos os casos, não havendo listas de espera, para este tipo de consulta”, sublinhou o mesmo responsável
O cancro do pulmão é o primeiro dos tumores ligados ao tabagismo. No entanto, não é o único, já que o tabaco “é, também, um dos principais factores responsáveis pelos cancros da boca, da garganta e do esófago”, entre outros, sendo ainda de realçar que pode ser responsável pelo desenvolvimento de doenças cardiovasculares e de doenças respiratórias crónicas.
As estatísticas indicam que morrem, por ano, no continente europeu, cerca de 700 mil pessoas, devido a doenças relacionadas com o tabaco, sendo que, no caso de Portugal, o vício de fumar atinge 20 por cento da população, com predomínio dos cidadãos do sexo masculino.
Outra informação que poderá influenciar a decisão de deixar de fumar prende-se com o facto de, segundo estatísticas recentes, “quase 90 por cento dos casos de cancro do pulmão nunca existiriam, se as pessoas nunca tivessem fumado”.
A própria Organização Mundial de Saúde estima que mais de 100 milhões de pessoas irão morrer, devido ao consumo do tabaco, nas duas primeiras décadas do Século XXI”.
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