Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Centros de Saúde do Douro Norte com mais de 500 mil consultas em 2014

Entre os números de um balanço “muito positivo” de destacar que as consultas na área do rastreio oncológico triplicaram. Do total de utentes atendidos, 60 por cento não pagou taxas moderadoras

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Atuando em sete concelhos, o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Douro Norte somou, no ano passado, e pela primeira vez, um total de 501.161 consultas, contabilizou o seu diretor executivo, Armando Vieira, no dia 25, aquando da apresentação do Relatório de Atividades 2014.

“Melhorámos em todos os indicadores de desempenho clinico e de gestão”, sublinhou o mesmo responsável destacando em especial os rastreio às doenças oncológicas, área em que o ACES viu triplicar o número de consultas, passando de 19.555 em 2013, para 33.558 no ano passado.

As consultas em planeamento familiar, saúde materna, hipertensão, diabetes e saúde infantil também registaram um aumento no número de utentes atendidos, um esforço que vai de encontro ao objetivo de garantir “o acompanhamento dos doentes inscritos em programas de vigilância”.

“Os ganhos em saúde não acontecem de um ano para o outro, mas estamos convencidos que este esforço dos serviços, dos seus profissionais, em proporcionar mais consultas vai permitir ganhos em saúde e daqui a cinco ou dez anos a população da região do ACES Douro Norte estará muito melhor”, defendeu o mesmo responsável deixando “uma palavra de agradecimento” a todos os profissionais envolvidos.

Relativamente à área dos rastreios oncológicos, Armando Vieira adiantou que está em curso um “rastreio do cancro da mama em Vila Real e na Régua” e que este ano irá ainda avançar um rastreio do cancro do colo do útero no âmbito do qual serão consultadas todas as mulheres que tenham entre os 25 e os 60 anos (anualmente serão chamadas a participar aquelas com idades que sejam múltiplos de cinco, ou seja, “dentro de cinco anos todas terão feita o rastreio”).

Outro dado que o diretor do ACES Douro Norte destacou do Relatório de Atividades prendeu-se com as taxas moderadoras. “O importante nos Cuidados de Saúde Primários é estarmos junto da população, não deixarmos ninguém para trás. Por isso é uma satisfação muito grande perceber que, com a alteração da legislação relativamente à questão das taxas moderadoras, conseguimos promover um maior acesso à saúde”, garantiu Armando Vieira revelando que do total de consultas feitas nos sete conselhos 60 por cento não exigiu a cobrança de qualquer valor.

Com responsabilidade nos concelhos de Alijó, Mesão Frio, Murça, Peso da Régua, Santa Marta de Penaguião, Sabrosa e Vila Real, o ACES Douro Norte destaca-se por possuir uma cobertura total de médicos de família, contando atualmente com cerca de 80 profissionais para 115.000 utentes.

Para este resultado muito contribui a aposta na formação, já que, como explicou o diretor do ACES, há três anos a região tinha “três médicos internos a fazer a especialidade de medicina geral e familiar nos centros de saúde” contra os 21 que estão atualmente no terreno e que até poderão optar por ficar num dos sete concelhos a trabalhar.

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