Vila RealCerca de 7 mil alunos regressam às aulas

Cerca de 7 mil alunos regressam às aulas

Os estabelecimentos de ensino de Vila Real abrem amanhã as portas ao novo ano letivo, que traz algumas alterações estruturais. Pela primeira vez, entra em funcionamento um mega agrupamento de escolas que abrange os agrupamentos Monsenhor Jerónimo Amaral e Morgado de Mateus. Para já, a redução de alunos nas várias escolas não foi sentida de forma significativa, chegando até, em alguns casos, a aumentar ligeiramente.

Conforme acordo estabelecido entre os vários responsáveis das escolas e agrupamentos, o novo ano escolar começa amanhã para os alunos em Vila Real.

Os cerca de sete mil estudantes fazem parte dos dois milhões de alunos (pré-escolar, ensino básico e secundário) que começam o ano letivo marcado por algumas novidades, relacionadas com uma nova estrutura curricular e novos centros escolares. Entre as medidas, está a concentração nas disciplinas fundamentais: Português, História, Geografia, Inglês, Matemática e Ciências; antecipação para o 7.º ano da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação; o término da disciplina de Estudo Acompanhado e Formação Cívica; a divisão de Educação Visual e Tecnológica em duas áreas, cada uma com um professor; e o fim de Educação Tecnológica no 7.º e 8.º anos. Nas turmas há uma outra alteração, ou seja vão a passar a ter um máximo de 30 alunos e a escolaridade obrigatória passa a ser de 12 anos.

No concelho de Vila Real, os vários estabelecimentos de ensino “fizeram os trabalhos de casa” durante as férias e garantem que estão preparados para responder às novas exigências. Uma das novidades deste ano é o mega agrupamento de escolas Morgado de Mateus que abrange cerca de 2.300 alunos.

Mega agrupamento para 2.300 alunos

O presidente do Conselho Executivo do Mega Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, António Carvalho, abordou, ao Nosso Jornal, esta nova realidade, começando por realçar que houve um aumento geral no número de alunos e de turmas, comparando os mesmos números dos dois agrupamentos em 2011/12. “Nós podemos dizer que tivemos crescimento em número de turmas e de alunos. Apesar de ao nível do primeiro ciclo e pré-escolar haver diminuição, ao todo conseguimos crescer”.

O dirigente explicou ainda as transformações registadas para o novo ano letivo. “Há algumas alterações neste período de agregações. Nós fomos sujeitos à agregação, éramos o Agrupamento de Escolas Monsenhor Jerónimo do Amaral e a partir de 4 de julho passámos a integrar este novo Agrupamento de Escolas Morgado de Mateus, fazendo a ligação à escola de topo, o secundário, se bem que os conselhos gerais possam alterar o nome se assim o entenderem”.

Este responsável sublinhou que apesar dos transtornos que uma alteração do género provoca nesta fase, “tudo está pronto para o arranque do ano letivo com normalidade”. “Vamos fazer uma gestão de alunos, professores e funcionários nas escolas que têm unicamente uma rede a separá-las, de forma a gerir faixas etárias mais baixas num lado e mais altas noutro”, sublinhou. Refira-se que, o mega grupamento Morgado de Mateus tem cerca de 2300 alunos (perto de 1600 da Monsenhor Jerónimo do Amaral e 600 da Morgado de Mateus).

No Agrupamento de Escolas da Diogo Cão, que tem o maior número de alunos do concelho, cerca de 2600, também tudo está a postos para começar o ano letivo. Pena Gil, do Conselho Executivo, contou, ao Nosso jornal, que a instituição tem tudo preparado para que o ano letivo decorra dentro da normalidade. A população estudantil estabilizou e as alterações registadas verificaram-se com o encerramento dos estabelecimentos de ensino pré-escolar da Fraga da Almotolia e de Pomarelhos.

No que concerne ao número de alunos, no 1º ciclo, matricularam-se 1188 (menos 3 que no ano anterior). No 2º ciclo, também menos 4 alunos, enquanto no 3º ciclo, registou-se uma subida. Dos 103 passou para os 206. Quanto ao número de turmas, apenas se registou a redução de uma, motivada pela nova regulamentação. Já o número de professores foi mantido.

 

Escolas da cidade com realidade distintas

Nos dois estabelecimentos de ensino da cidade, S. Pedro e Camilo Castelo Branco, a situação quanto ao número de alunos é diferente. Na escola Camilo Castelo Branco houve uma redução de estudantes na ordem dos 11 por cento, mais acentuada no 3.º ciclo, segundo a sua presidente Fátima Rodrigues. “Este ano, temos cerca de 950 alunos, 42 turmas, ou seja, manteve-se o mesmo número de turmas do ano passado”. Este estabelecimento de ensino já tem tudo preparado para mais um ano letivo.

Já na Escola de S. Pedro, o número de alunos estabilizou. O mesmo número de 71 turmas foi mantido e os 1120 alunos refletem um número semelhante ao ano letivo anterior. Segundo o presidente do conselho Executivo, Costa Pinto, “a escola não sentiu qualquer quebra na sua população estudantil, possuindo no secundário 24 turmas”. Quanto às obras que continuam suspensas, o dirigente máximo lembrou que, devido aos constrangimentos financeiros, o Governo entendeu não iniciar o projeto de construção, uma decisão que abrangeu escolas em várias localidades do país.

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