Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Cidade será o palco das comemorações do 1º de Maio no próximo ano

As celebrações do 1º de Maio da UGT foram canceladas e apenas vai haver discursos nas redes sociais, mas para a central sindical o importante agora “é salvaguardar os empregos”

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A União Geral do Trabalhadores (UGT) tinha tudo preparado para comemorar o 1º de Maio na capital transmontana, no entanto, devido à atual conjuntura provocada pelo novo coronavírus, levou a central sindical a cancelar a iniciativa, que será exclusivamente digital, através de mensagens dos seus lideres.

Em declarações à VTM, José Abraão, dirigente da UGT, revelou que as comemorações deverão ser na capital transmontana no próximo ano. “Se houver novamente disponibilidade da câmara municipal, a UGT está empenhada em realizar aqui as comemorações do 1º de Maio, tal como estava previsto para este ano”, reafirmou, adiantando que a direção da central já instruiu os sindicatos inscritos para não realizarem iniciativas presenciais. “A comemoração será inteiramente digital, em que os líderes dos sindicatos gravarão pequenas mensagens que serão difundidas online. 

O sindicalista falou ainda da importância do 1º de Maio, numa altura em que o desemprego aumenta e ameaça muitos portugueses, por isso, defende que o maior desafio neste momento passa por defender o emprego. “É perfeitamente extemporâneo estar a falar em aumentos salariais para a função pública, já que o fundamental é manter o rendimento das famílias e dos trabalhadores, para que possam fazer face aquilo que são as dificuldades e os compromissos e o seu dia-a-dia”.

O vila-realense, José Abraão, aproveitou para deixar um apelo para se ir ganhando confiança para a retoma da economia. “A UGT e a FESAP têm um lema que é salvaguardar os postos de trabalho, pois isto é decisivo para o futuro da nossa economia e dos trabalhadores”, de forma a que as pessoas “não tenham grandes perdas na sua qualidade de vida”.

Subsídio de risco 

Num momento que deve ser de solidariedade com todos, o dirigente destacou aqueles que estão na linha da frente no combate à Covid-19, defendendo um subsídio de risco para estes trabalhadores. “Era importante dar um sinal para com aqueles que fazem parte dos serviços essenciais (como trabalhadores municipais da recolha do lixo, trabalhadores das IPSS, dos hospitais, das misericórdias) para que possa ser atribuído um subsídio de risco idêntico ao que já existe em outros setores, de forma a garantir as melhores condições de recrutamento dos trabalhadores necessários para podermos acudir a esta situação de pandemia”.

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