Domingo, 14 de Agosto de 2022

CIM Douro exige “medidas de apoio urgentes” ao Governo

A Comunidade Intermunicipal (CIM) do Douro enviou, ontem, uma carta dirigida a vários ministérios a solicitar, "com a máxima urgência, apoios para os municípios afetados pelos incêndios florestais"

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Através de uma carta dirigida aos Ministérios do Ambiente e da Ação Climática, da Agricultura e da Alimentação, da Administração Interna e da Coesão Territorial, a CIM Douro solicitou ao Governo “que sejam concedidos, com a máxima urgência, apoios para os municípios afetados pelos incêndios florestais de grandes dimensões ocorridos no mês de julho”, referindo-se, “em concreto, ao incêndio que afetou o Município de Murça” mas, também, o concelho de Carrazeda de Ansiães e Alijó.

Segundo explicou em nota enviada à VTM, a CIM “pretende que o Governo disponibilize à região apoios extraordinários por forma a atenuar os graves prejuízos económicos que as populações estão a enfrentar e que cujos efeitos se prolongarão pelos próximos meses”.

A Comunidade Intermunicipal relembrou que “o fogo rural do passado dia 17 de julho, em Murça, foi um dos mais violentos de que há memória no território da CIM Douro, originou a perda de vidas humanas e um volume elevado de danos e prejuízos, quer na floresta, quer nas explorações agrícolas, pecuárias e infraestruturas públicas”.

Para a entidade, “a dimensão deste incêndio, o impacto negativo na economia e o impacto social que traz à população de Murça e à região, obrigam a que sejam desencadeadas medidas de urgência em vários domínios de apoio às populações, empresas e municípios”.

Além disto, “este incêndio rural configura uma situação excecional, que exige a aplicação de medidas igualmente extraordinárias, tal como sucedeu no passado, por exemplo, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 101-A/2017”, vincou, acrescentando que “as medidas e avisos existentes, concretamente para a floresta, agricultura, pecuária e infraestruturas públicas, ou não existem ou são claramente insuficientes para dar resposta à calamidade”.

Assim sendo, considera que “é de todo urgente a abertura de novos avisos e linhas de apoio direto às populações, empresas e municípios afetados”.

Segundo avançou na mesma nota, “esta posição foi tomada por unanimidade dos dezanove autarcas que constituem a Comunidade Intermunicipal do Douro na reunião do último Conselho Intermunicipal”.

Da CIM Douro fazem parte os municípios de Alijó, Armamar, Carrazeda de Ansiães, Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Mesão Frio, Moimenta da Beira, Murça, Penedono, Peso da Régua, Sabrosa, Santa Marta de Penaguião, São João da Pesqueira, Sernancelhe, Tabuaço, Tarouca, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Foz Côa e Vila Real.

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