A delegação do organismo que substituiu o então ex-Instituto de Navegabilidade do Douro, IND, parece ter os dias contados na região do Douro. O IPTM foi alvo de uma fusão e está em fase de integração no Instituto da Mobilidade e dos Transportes, situação que tem levantado por parte dos autarcas uma forte contestação. A uma só voz e em uníssono, todas as câmaras que compõem a CIMDOURO assumiram a sua contestação, lembrando que “o IPTM, na sua componente de navegação fluvial, assume-se como um dos principais meios de comunicação e porta de entrada de turistas na região”.
Realçaram também “os vultuosos investimentos realizados no canal navegável e nos cais fluviais pelo IND e pelo IPTM criaram condições para a realização de investimentos privados, traduzidos no número crescente de embarcações marítimo-turísticas em atividade”.
Numa tomada de posição pública, os autarcas asseguram que com “a extinção do IPTM, coloca-se, de novo, a necessidade de criar um modelo de gestão da navegação fluvial que garanta as condições de natureza técnica, financeira e de autonomia de gestão, capazes de assegurar o regular funcionamento desta via navegável”.
Os municípios da Comunidade Intermunicipal do Douro deliberaram então manifestar ao governo a sua “enorme preocupação” com a indecisão vigente em torno do futuro dos serviços e competências desenvolvidos pela delegação do norte e Douro do IPTM, salvaguardando que “a opção sobre a gestão deste importante equipamento deve porventura passar pela integração numa organização do Setor Empresarial do Estado, onde não perca identidade nem especificidade, não devendo a estrutura atual ser desmantelada nem deslocalizada, devendo continuar a beneficiar dos indispensáveis investimentos públicos que conduzam, num horizonte temporal curto, a uma estrutura financeiramente autossuficiente”.
A via navegável foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 quilómetros, desde o Porto até Barca d’Alva. Em 2012, esta via navegável registou 450 mil passageiros, com uma quebra de 11 por cento nos cruzeiros de um dia e uma subida de 6 por cento no segmento barco-hotel.





