Vila RealColheita de Sangue passa para o IPS

Colheita de Sangue passa para o IPS

Meia centena de vila-realenses respondeu ao primeiro apelo do Instituto Português de Sangue que, desde o início do mês, assumiu a função de garantir a recolher este bem tão precioso, em Vila Real. O Hospital de São Pedro perdeu a sua valência de receptor das dádivas. No entanto, a centralização da recolha só vem “beneficiar” […]

Meia centena de vila-realenses respondeu ao primeiro apelo do Instituto Português de Sangue que, desde o início do mês, assumiu a função de garantir a recolher este bem tão precioso, em Vila Real. O Hospital de São Pedro perdeu a sua valência de receptor das dádivas. No entanto, a centralização da recolha só vem “beneficiar” utentes e dadores. Amanhã, as equipas do IPS regressam à Cruz Branca, para recolher mais uma leva de sangue.

A recolha de sangue do Centro Hospitalar de Trás- -os-Montes e Alto Douro (CHTMAD) que funcionava no Serviço de Imuno-Hemoterapia do Hospital de São Pedro, passou, desde o dia 4, a ser garantido por equipas do Instituto Português de Sangue (IPS) que se deslocam, ao concelho (à sede dos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca), pelo menos, cinco vezes, por mês.

O ponto final da colheita de sangue no hospital vila–realense aconteceu na sequência de uma directiva que veio extinguir vários centros de recolha, noutros hospitais, com o intuito de centralizar a colheita nos serviços do IPS.

“Trata-se de garantir um melhor serviço aos dadores e um melhor tratamento e aproveitamento do sangue”, referiu Carlos Vaz, Presidente do Conselho de Administração do CHTMD, deixando a garantia de que a transferência de funções só vem trazer “benefícios”.

Segundo o mesmo responsável, sendo a recolha feita por equipas do IPS, é possível fazer um aproveitamento, “a 100 por cento”, dos componentes desta dádiva tão preciosa, sendo que outra das principais mais-valias é a garantia de “um controlo ainda maior” do sangue recolhido.

Outro dos benefícios prende-se com o serviço prestado aos cidadão, ou seja, a ser garantido pelas equipas do IPS do Porto, deslocando-se, pelo menos, duas equipas, constituídas por um médico, três enfermeiros e pessoal administrativo, é possível uma maior celeridade no processo de recolha.

Recordando que, só em 2007, o CHTMAD recolheu 4.900 dádivas, Carlos Vaz está certo de que, com a nova estratégia, o IPS irá conseguir angariar muito mais sangue, sendo ainda de realçar que nunca será posto em causa o fornecimento de sangue ao CHTMD. A diferença é que as reservas serão garantidas, na íntegra, por aquele organismo.

Na Terça-feira, realizou- -se a primeira campanha agendada pelo IPS, altura em que Ofélia Alves, médica responsável pelo sector de promoção e colheita do Centro Regional do Porto do IPS voltou a sublinhar a importância deste serviço ser “centralizado” no Instituto.

“As exigências são cada vez maiores, para garantia da qualidade do sangue”, revelou a mesma responsável, explicando que, a ser recolhido pelo IPS, é possível garantir testes “extremamente sensíveis”, em grandes quantidades de sangue.

“No ano passado, tivemos 94 mil dadores e recolhemos 68 mil unidades de sangue” – contabilizou a responsável, adiantado que as expectativas apontam para a superação da média mensal, recolhida pelo Hospital de Vila Real, de 500 unidades, por mês.

As recolhas regulares de sangue acontecerão, todas as Sextas-feiras, e na primeira Terça-feira de cada mês, na sede dos Bombeiros Voluntários da Cruz Branca, entre as 9.30 e as 17.30 horas, sem pausa para o almoço.

“Vamos contactar, trimestralmente, os nossos doadores, para divulgar o calendário de cada mês”, revelou Ofélia Alves, recordando que cada dador pode dar sangue de três em três meses, no caso das mulheres, e de quatro em quatro, no caso dos homens.

A médica recorda que todas as pessoas podem ser dadores de sangue, desde que cumpram alguns requisitos, nomeadamente que tenham mais de 18 anos e respondam a um questionário, sobre o historial médico e possíveis comportamentos de risco.

Relativamente ao investimento feito, recentemente, pelo CHTMAD, no serviço que albergava o Centro de Recolha de Sangue, Carlos Vaz explicou que se tratou de uma ampliação de todo o Serviço de Imuno-Hemoterapia e não apenas do espaço onde eram feitas as colectas, sendo que, agora, os profissionais terão mais espaço e mais tempo para “dedicar-se, efectivamente” a outras valências daquele serviço.

Apesar de as perspectivas indiciarem que sejam atendidos, por sessão, cerca de uma centena de dadores, durante as colheitas regulares do IPS, em Vila Real, o primeiro dia contou apenas com 50 dádivas, sendo de realçar que, amanhã, as equipas regressam aos Bombeiros da Cruz Branca, para receber o donativo sanguíneo. No dia 14, durante a manhã, a colheita vai alargar-se, também, ao Liceu, com a campanha de recolha promovida no âmbito das II Jornadas Camilianas.

 

Maria Meireles

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