Desde o dia sete e até ao dia 20, todas os lares vila-realenses vão ser visitados pelos recenseadores dos Censos 2011, um processo que, liderado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), marca o arranque do XV Recenseamento Geral da População e do V Recenseamento Geral da Habitação.
“Está a correr com normalidade e as pessoas estão receptivas”, testemunhou, ao Nosso Jornal, Vítor Gomes, coordenador dos Censos 2011 na junta de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, a mais populosa do concelho de Vila Real.
Naquela freguesia vila-realense, 13 recenseadores andam de porta em porta a entregar a documentação necessária à participação obrigatória nos censos, no entanto, nas várias freguesias, de todo o distrito, o procedimento é igual.
Identificados por um documento que conta com o selo branco da junta de freguesia onde estão a actuar, bem como um colete identificativo dos Censos 2011 (que à hora de fecho ainda estivessem em falta em alguns concelhos do distrito), os recenseadores entregam em cada habitação a documentação necessária, bem como um código que deverá ser utilizado para a utilização da internet na resposta aos questionários.
A entrega ‘porta-a-porta’ decorre até ao dia 20, depois, a partir do dia 21 e durante uma semana a população poderá responder às questões via internet. Nas duas semanas seguintes, os recenseadores voltarão a visitar a casa dos portugueses para recolher os questionários já preenchidos.
“Pedimos a colaboração da população. Temos noção que muitas pessoas receberão os questionários mas só se lembrarão de responder quando receberem de novo a visita dos recenseadores”, admitiu o mesmo responsável, apelando aos vila-realenses que preencham os formulários tão rápido como possível.
Reconhecendo que numa primeira fase a informação sobre a realização dos censo foi escassa, Vítor Gomes considera que, depois de publicitada nos órgãos de comunicação nacional, principalmente nas televisões, e de ter sido alvo de notícia em vários jornais, muitas pessoas já terão consciência do processo que está em curso, no entanto, ainda assim, a junta de freguesia de Nossa Senhora da Conceição tem feito uma campanha própria, através da sua lista de contactos via e-mail e das redes sociais.
Depois de duas ou três visitas, e de todos os esforços feitos no sentido de contactar os cidadãos (recorrendo por exemplo à sensibilização junto de vizinhos), os questionários que não forem entregues em mãos serão deixados nas caixas do correio.
“As pessoas devem aguardar a entrega da documentação, até 20 de Março. Se essa entrega não se verificar, devem dirigir-se à junta de freguesia respectiva ou contactar a linha de apoio dos Censos”, alerta o INE.
O Instituto recomenda ainda a todas as pessoas que tenham dúvidas contactem a linha de apoio dos Censos (800 22 2011 – chamada gratuita), ou se dirijam à respectiva Junta de Freguesia.
“Estão simultaneamente em campo cerca de 25 mil profissionais (dos quais 18100 recenseadores), devidamente formados e habilitados para coordenar e executar todas as tarefas necessárias ao sucesso de uma operação estatística desta envergadura”.
Apesar de ser considerada sobretudo “um direito de cidadania”, a resposta aos Censos é obrigatória por lei, e quem faltar a este dever ou prestar informações inexactas arrisca-se a uma multa que pode ir até aos 3.740 euros.
O INE esclarece que, “ao responder aos Censos, cada cidadão está a ‘contar’ para a ‘fotografia’ da população e do parque habitacional. A fotografia só terá qualidade se reflectir a realidade de todos e de cada um. Ao não responder, estará simultaneamente a impedir a sua nitidez e a comprometer a pertinência das medidas que, a partir dela, forem tomadas”.




