Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Comerciante paga parqueamento aos seus clientes

É uma ideia engenhosa, a de uma comerciante de Vila Pouca de Aguiar, para cativar o público. Quem quiser comprar peixe, flores ou fruta, na loja de Maria Sarmento, esta oferece, aos seus clientes, dezassete minutos de estacionamento, junto ao Mercado Municipal de Vila Pouca de Aguiar, local onde se situam os seus três estabelecimentos. […]

É uma ideia engenhosa, a de uma comerciante de Vila Pouca de Aguiar, para cativar o público. Quem quiser comprar peixe, flores ou fruta, na loja de Maria Sarmento, esta oferece, aos seus clientes, dezassete minutos de estacionamento, junto ao Mercado Municipal de Vila Pouca de Aguiar, local onde se situam os seus três estabelecimentos. Porém, esta dádiva tem uma condição: fazer compras em valor igual ou superior a cinco euros, sendo que o valor do aparcamento é descontado, no acto da compra. Maria Sarmento explicou o objectivo da sua iniciativa: “Passa por atrair clientes e evitar que tenham mais custos, quando fazem as compras, nas minhas lojas. Julgo que é uma forma diferente de contornar as dificuldades que, neste momento, o comércio tradicional possui” – observou.

Esta invulgar “operação de marketing” começou, há dois meses. Segundo Maria Sarmento, a iniciativa foi bem aceite: “Algumas pessoas ficam satisfeitas, pela nossa promoção, pois queixam-se de que pagar estacionamento, no mercado, não é bom. É uma atitude simbólica, pois estes dezassete minutos custam quinze cêntimos e é o tempo mínimo de estacionamento que o parquímetro aceita e que considero suficientes, para a aquisição dos produtos, pelo público consumidor”. Esta comerciante reconhece que “o comércio tradicional tem que arranjar formas de activar clientes e sabe-se da concorrência que temos de enfrentar, com a presença dos grandes centros comerciais que existem, na vila e nos arredores”.

Francisco Almeida, residente no lugar da Picha (Quintã de Jales) costuma vir ao Mercado Municipal fazer compras e até acha que “o estacionamento, junto ao Mercado, deveria ser gratuito”. Porém, “os dezassete minutos já dão para podermos fazer algumas compras”.

Maria Sarmento deixou no ar algumas preocupações: “Já estou há mais de vinte anos no ramo, tenho 49 anos de idade, mas temo, apesar do esforço da Câmara Municipal nas obras de reabilitação, que o comércio, no Mercado Municipal, poderá ter os dias contados. As pessoas fogem todas para as grandes superfícies… ”.

Pelo menos, os seus clientes têm estacionamento gratuito.

 

jmcardoso

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