Vila RealComissão de utilizadores instaura o “dia desgraçado”

Comissão de utilizadores instaura o “dia desgraçado”

Assinalar o dia em que se começaram a cobrar as portagens para mostrar ao Governo que a indignação não desvaneceu é o objetivo de uma iniciativa que, no início de cada mês, vai lembrar o Governo dos reflexos negativos da medida para as regiões afetadas.

No dia oito de cada mês, a Comissão de Utentes Contra as Portagens na A23, A24 e A25 vai realizar ações de sensibilização e protesto em todos os distritos ‘lesados’ pelo fim das estradas sem custos para os utilizadores (SCUT), entre os quais Vila Real.

António Serafim, representante da Comissão no distrito, explicou que o objetivo é “denunciar” a situação e as “consequências da introdução de portagens” nas várias regiões, nomeadamente na que é servida pela A24.

“Foi no dia oito que entraram em vigor as portagens”, recorda o mesmo responsável para justificar a escolha da data que, já a partir de fevereiro, será assinalada com as mais variadas ações.

A Comissão adiantou já algumas dessas iniciativas, sendo de referir a que está marcada para o próximo mês, altura em que os automobilistas, empresas e particulares, serão “convidados a utilizar estradas alternativas para sensibilizar o Governo”. Aos condutores será pedido que circulem pelas vias consideradas como alternativas viáveis às ex-Scut.

No que diz respeito ao distrito, é proposto que, no próximo dia oito, a circulação seja desviada da A24, sendo assim consideradas pelos condutores a EM 323 (Régua-Vila Real) e a EN 2 (Chaves-Vidago).

Para março ficou também já na agenda uma nova iniciativa de protesto, desta feita a recolha de assinaturas que será depois enviada ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.

“Vamos manifestar a nossa indignação e discordância sobre a introdução de portagens e fazer um ponto de situação sobre os seus reflexos no distrito”, explicou António Serafim.

A comissão de utentes garante que tem como “princípio a persistência”, prometendo não desistir de chamar a atenção do Governo para a situação, classificada como “desastrosa” para o interior do país.

No dia oito de dezembro, além da A24, entre Viseu e Chaves, classificada como Concessão do Interior Norte, começaram a ser cobradas portagens na A22, que integra a Concessão do Algarve, a A23 (que entre o nó com a A1 e o nó Abrantes Este, e na restante a Concessão da Beira Interior), a A24 e a A25 (que integra a Concessão da Beira Litoral/Beira Alta).

De recordar que, até ao final de junho encontra-se em vigor o sistema de descontos para as populações locais, ou seja, “pessoas singulares ou coletivas que tenham residência ou sede na área de influência das autoestradas abrangidas estão isentas do pagamento de taxas de portagem nas primeiras 10 transações mensais”, usufruindo “de um desconto de 15 por cento no valor da taxa de portagem aplicável em cada transação que não beneficie” da anterior benesse.

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