Sexta-feira, 25 de Junho de 2021
©Elsa Nibra

Concelho abaixo da média nacional em oferta de creches

Oferta na cidade é maior do que nas freguesias, mas ainda assim Vila Real está abaixo da média nacional no que diz respeito às vagas em creches

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“Não somos dos piores concelhos do país, mas estamos muito longe de ser dos melhores”. Quem o diz é Luís Ramos, deputado do PSD pelo círculo de Vila Real. Admitiu-o à margem de uma visita à creche da Santa Casa da Misericórdia, como forma de assinalar o Dia Mundial da Criança.

O deputado lamenta, contudo, que “os últimos dados que o Governo disponibilizou são de 2018, ou seja, nós não sabemos o que se passou nos últimos três anos, não há informação atualizada”, indicando que “segundo os dados de 2018, Vila Real estava abaixo da média nacional, ou seja, abaixo dos 48,3%. Já pedimos os números mais recentes, mas ainda não os temos”.

[blockQuestionado sobre os principais problemas levantados pelos responsáveis da Santa Casa da Misericórdia de Vila Real, Luís Ramos destacou o facto de a instituição ter “um determinado número de vagas para as creches, mas nos jardins de infância são menos, levando a que os pais tenham de procurar outros estabelecimentos”, salientando que “há uma quinta sala disponível que já esteve protocolada, mas o acordo foi rompido e isso é incompreensível”.

LISTAS DE ESPERA

 

Segundo os dados de 2018, Vila Real estava abaixo da média nacional, ou seja, abaixo dos 48,3%. Já pedimos os números mais recentes, mas ainda não os temos”

 

Luís Ramos

Deputado do PSD

 

Com capacidade para 124 crianças na creche e 100 no pré-escolar, a Santa Casa de Misericórdia de Vila Real tem “lotação esgotada”. 

“A nossa maior dificuldade é acolher todas as crianças que se inscrevem. As listas de espera são dilatadas, não temos capacidade de resposta”, admite Vitor Santos, vice-provedor e responsável pelas valências de creche e jardim de infância.

A este, juntam-se outros problemas, como a sustentabilidade da instituição. “Com a pandemia, tivemos custos acrescidos. Num orçamento anual de cinco milhões de euros tivemos um acréscimo de 150 mil euros, só para equipamentos de proteção individual, totalmente suportados pela Santa Casa, que neste momento não tem valências autossustentáveis. A Misericórdia tem recursos de outra proveniência que vão ajudando a mantê-las. De outra forma teríamos de reduzir a nossa capacidade”, informa.

SOLUÇÕES

Esta terça-feira, o PSD apresentou, na Assembleia da República, um conjunto de iniciativas para ajudar a resolver um grave problema do país. “Menos de metade das crianças tem acesso a lugar de creche, havendo concelhos onde a situação é mais dramática que em outros”, refere Luís Ramos.

“Vamos propor, por exemplo, o apoio ao financiamento para construção e requalificação de creches através de fundos comunitários, vamos pedir uma revisão do apoio às famílias e perceber o porquê destas instituições não terem apoios em plena pandemia”, adiantou.

“Se queremos combater as desigualdades sociais, há outra coisa que o Governo tem de cumprir, de uma vez por todas, que é criar normas orientadoras pedagógicas para as creches, sendo que esta é uma recomendação do Conselho Nacional de Educação, mas também do Conselho Europeu”, acrescentou.

Sobre as propostas do PSD, Vitor Sousa, da Santa Casa, mostrou-se esperançoso de que “a Assembleia fique tão preocupada como nós estamos. Se os parceiros não estiverem de mãos dadas para ultrapassar estas dificuldades, vai ser mais difícil. É preciso garantir que a sustentabilidade das instituições não esteja em causa”.[/block]

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