Assim aconteceu no sábado dia 21 de abril de 2012, pelas 21 horas, na majestosa igreja de São Pedro. Esta representação musical / teatral do “AUTO DA PAIXÃO” esteve sobe a direção e encenação do grande barítono da nossa cidade, Dr. Marco Aurélio Moura.
O coro Real Música entrou pela porta principal, em duas alas, cada pessoa ostentando adornos apropriados com ramos de oliveira, palmeira e alecrim entoando o cântico “Canta Jerusalém”. Seguiu-se um encadeamento perfeito entre a narração e a interpretação dos restantes 14 quadros, entre os quais a entrada de Jesus, a Última Ceia, o Jardim das Oliveiras, a Negação de Pedro, a Crucificação, a colocação de Cristo no colo de Maria e a Ressurreição.
Foram interpretadas obras de compositores variados: Eladio Gallego, Schubert, Cézar Frank, J. S. Bach, Albinoni, Giulio Caccini, Zoltan Kodály, Frederic Chopin, entre outros.
De realçar a magnífica interpretação da personagem de “Cristo” representada pelo Dr. Roberto Manchón (médico especialista em radioterapia no Centro Oncológico de Vila Real) que nos encantou com os seus diálogos, com a sua musicalidade e dramatização. Toda a performance de Cristo fez-nos viajar no tempo e reviver o “Auto da Paixão” com piedade, amor e lágrimas nos olhos.
Quadro emocionante foi também interpretado por Célia Matos Moura que com a sua linda e meiga voz nos presenteou com uma vistosa e significativa Pietá Viva.
O coro Real Música cantou e encantou todos os presentes com a sua harmonia vocal e a sua representação teatral. As vozes afinadas acompanhadas por Alberto Mendonça ao piano, Ângelo Sequeira no 1º violino e Diamantino Nogueira no 2º violino proporcionaram-nos 90 minutos de momentos únicos. Os guardas e todos os figurantes atuaram de forma brilhante numa movimentação cénica muito bem ilustrada… Foi um serão de grande riqueza cultural e espiritual.
Parabéns ao Dr. Marco Aurélio pelo seu esplêndido trabalho e por todo o empenho que investiu neste projeto como diretor artístico (ensaísta, encenador, maestro e solista).
A igreja encheu-se como há muito não se via e a assistência de tal forma sensibilizada aplaudiu de pé durante vários minutos.








