Vila RealConstrução do novo quartel deverá começar este ano

Construção do novo quartel deverá começar este ano

Depois de um compasso de espera que durou vários anos, o anseio dos Bombeiros da Cruz Branca, um novo quartel, deverá estar prestes a realizar-se com o início da obra previsto para este ano. A construção do futuro edifício, sede da corporação vila-realense, será possível graças a um financiamento comunitário na ordem dos 70 por cento

A Associação Humanitária de Bombeiros da Cruz Branca apresentou, no dia seis, no âmbito da comemoração do seu 112.º aniversário, o projecto do seu futuro quartel que será construído na zona das Flores e contará com um investimento de um milhão de euros.

Segundo António Graça, presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública e Cruz Branca, o sonho de um novo quartel já tem alguns anos e começou a tornar-se realidade com a atribuição de um terreno pela autarquia de Vila Real. “Ainda falta adquirir uma pequena parcela de terreno, um esforço que está a ser feito pela Câmara Municipal”, explicou o mesmo responsável.

Miguel Esteves, vereador da autarquia vila-realense, garantiu ao Nosso Jornal que as negociações com o proprietário do terreno em causa já estão em curso e que, caso não seja possível chegar a um acordo, a Câmara procederá à sua expropriação.

Desenhado pelo arquitecto Adriano Ferreira, o futuro quartel da Cruz Branca terá dois andares, sendo que, no piso inferior contará com uma parada de honra e outra operacional, uma recepção e uma área administrativa, uma Sala do Bombeiro e um refeitório, um espaço para armazenamento de material de combate e fardamento, camaratas masculinas e balneários, oficina, lavandaria e casa de máquinas e ainda um parque de ‘viaturas brancas’ (ambulâncias) e um de ‘viaturas vermelhas’ (veículos de combate a incêndios), com a particularidade de, em ambos, para sair com um veículo, não será necessário manobrar qualquer outro que ali esteja estacionado.

No piso superior ficarão localizados os gabinetes da direcção, a zona do comando, salas de formação, camaratas e balneários femininos, e ainda uma área de expansão, onde, em caso de necessidade, poderão ser construídos espaços para outras valências.

“A versão inicial o projecto contava com uma casa/escola com dois pisos”, recordou Álvaro Ribeiro, comandante da corporação, explicando que a estrutura, por exigência das normas previstas no âmbito do concurso para a atribuição de verbas, teve que ser excluída. No entanto, como garantiu, a casa/escola, considerada “indispensável”, será uma realidade, pese embora a sua construção deverá contar com outras verbas. “No futuro, a Escola Nacional de Bombeiros vai certificar quartéis no que diz respeito à formação, queremos fazer parte desse processo e colaborar com as corporações” da região na qualificação dos seus homens, explicou Álvaro Ribeiro.

Com o início da obra previsto para este ano, o quartel contará com um investimento total de um milhão de euros, financiado em 70 por cento por fundos comunitários.

Quanto ao actual quartel, António Graça não aponta ainda qualquer estratégia, garantindo apenas que, mantendo-se propriedade da Cruz Branca, deverão ser equacionadas as necessidades e oportunidades de aproveitamento do espaço que, desde 1966, serve de sede a corporação.

Com um corpo activo de 126 homens e um parque automóvel de 21 viaturas, a Cruz Branca contou, em 2008, com 5152 serviços. “Apesar das saídas para o combate a incêndios terem diminuído, houve um aumento de outros serviços na área do socorro e do apoio pré-hospitalar, por exemplo”, referiu Álvaro Ribeiro.

A comemoração do 112.º aniversário da Cruz Branca continua no domingo com a realização de um programa comemorativo que contará com a bênção de uma nova ambulância.

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