Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Cordão humano para defender Colégio Salesiano

Na tarde de domingo, cerca de três centenas de pessoas responderam ao apelo do Movimento de Amigos do Colégio Salesiano de Poiares para defender os interesses desta instituição, caso seja promulgado o decreto-lei que altera o modelo de financiamento dos estabelecimentos privados de ensino.

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Caso o Ministério da Educação reduza o número de turmas do Colégio Salesiano de S. João Bosco, os alunos, pais e encarregados de educação deste estabelecimento de ensino estão dispostos cantar os Reis e a pedir dinheiro em frente da Assembleia da República, no dia 12 de Janeiro. A promulgação do decreto-lei foi o “bombo da festa” por parte dos intervenientes, que não pouparam críticas ao documento.

O presidente da Câmara Municipal de Peso da Régua, Nuno Gonçalves, esteve na concentração e vê esta situação com muita preocupação. “Não faz qualquer sentido colocar tudo em causa a meio do ano lectivo, quando o colégio já assumiu compromissos. A partir de Janeiro estão previstos cortes no financiamento e isso vai afectar o normal funcionamento da instituição. Este colégio marca pela diferença, pela qualidade e não podemos esquecer que estão em causa muitos postos de trabalho”.

Confrontado com a possibilidade do acolhimento de alunos derivados do Colégio, Nuno Gonçalves foi peremptório. “Se o Colégio Salesiano não continuar a prestar o serviço educativo, a rede pública não tem capacidade para responder às necessidades. O Agrupamento de Peso da Régua não tem resposta para os alunos que estão no Colégio. Espero que impere o bom-senso no Ministério da Educação. Compreendo as dificuldades e a necessidade de cortes, mas, neste caso concreto, colocam numa situação de ruptura a Educação em Peso da Régua”.

Por sua vez, o director do Colégio, padre Aníbal Afonso, sublinhou a necessidade de garantir que, até final do ano lectivo, não haverá cortes e que no próximo ano lectivo haverá o mesmo número de turmas”. Mostrando alguma flexibilidade, este responsável frisou que “se houver retrocesso nas intenções e o número de turmas for mantido, é possível, com alguns sacrifícios, continuar o trabalho. Agora, se cortarem, isso já não será possível”. “O Colégio não é elitista e acolhemos também alunos de famílias carenciadas. Por favor não nos metam no mesmo saco”, apelou.

Neste momento, cerca de 400 alunos, do 5º ao 9º ano, frequentam o Colégio S. João Bosco, que foi fundado há 86 anos. Os alunos vêm do concelho de Peso da Régua, e de outros vizinhos, como Vila Real.

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