O corpo foi visto por pescadores e apresentava indícios que tivesse sido amarrado com arames, junto com uma pedra. Uma equipa de mergulhadores dos Bombeiros Voluntários de Lamego fez o resgate do corpo que foi transportado para o Gabinete Médico-Legal de Vila Real, onde foi realizada a autópsia. Este caso está envolto em mistério, pois a falta de documentação não dá qualquer pista para desvendar o assunto.
Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Lamego, Nuno Ferreira, “o corpo da mulher aparenta não ter mais de 40 anos e ainda se encontrava vestida”.
Neste momento, as autoridades desdobram-se em investigações para conseguir elementos que permitam alguma ligação a casos de mulheres desaparecidas nos últimos anos na região, embora se suspeite que a mulher não seja das redondezas. Por outro lado, persiste a ideia de que a colocação da pedra pretendia que o corpo nunca viesse à superfície da água, o que acabou por acontecer, depois dos arames terem apodrecido. A Polícia Judiciária de Vila Real está a investigar este caso de contornos criminosos. Esta é a segunda mulher que foi atirada ao rio no mesmo local, amarrada com arames.
Este macabro achado evidencia a necessidade de periodicamente as albufeiras ficarem com caudais reduzidos, pois as zonas são aproveitadas para esconder vários crimes. Recentemente, perto da foz do rio Távora foi encontrado um carro mergulhado no Douro e até agora não se sabe a quem pertence. Será que há correspondência com este corpo? Fica a dúvida.




