A falta de informação sobre as ruas interditas ao trânsito, a inadequada hora da prova (17h00), foram as críticas mais ouvidas. Não colocando em causa o carácter humanitário da iniciativa, alguns comerciantes do centro de Vila Real questionaram o facto da prova se realizar numa altura de maior afluência às lojas comerciais nesta quadra natalícia e defendem que o horário da prova deveria ser alterado. “Para nós, comerciantes, este fim-de-semana é o mais importante a nível comercial e este congestionamento é mau para o nosso negócio, pois as pessoas ficam sem paciência para vir às compras. No sábado, algumas pessoas preferiram dar a volta e optar pelas grandes superfícies”, contou, ao Nosso Jornal, um comerciante de vestuário da rua Direita.
Entretanto, uma fonte da PSP não valorizou muito o que ocorreu, garantindo que as pessoas já estavam informadas por editais nas ruas e avisos feitos em rádios da cidade em que estavam indicados os constrangimentos no trânsito.
Por sua vez, o presidente da Associação de Atletismo de Vila Real, Jorge Ribeiro, referiu que o percurso da prova “foi uma deliberação tomada em reunião de Câmara” e todo o percurso deveria “ser totalmente fechado”, mas isso não aconteceu e alguns atletas tiveram de correr com carros pelo meio. “Não compreendo estas reacções quando só uma rua foi interdita ao trânsito. Em outras cidades, como Porto, Lisboa e Braga não há transtorno nenhum e as pessoas cumprem. Em Vila Real acontece o contrário. A informação sobre a prova estava na página oficial do Município. As pessoas têm é de saber esperar até porque esta corrida foi a favor de uma causa nobre e as inscrições dos atletas reverteram para a Associação Laços para a Vida”.
A Corrida de S. Silvestre foi cumprida entre o Quartel do RI 13 e a Câmara Municipal de Vila Real, com passagem pela Rua D. Dinis, Carvalho Araújo e 1º de Maio, e terminou no Quartel.






