“Aqui podem encontrar tudo sobre a minha carreira desportiva”, explicou ao Nosso Jornal o vila-realense que transformou a garagem da sua habituação numa morada definitiva para objetos que vão desde as ferramentas que utilizava a fotografias, passando por documentos, capacetes, bandeiras, medalhas, cartazes, diplomas, bonés, bilhetes, recordações relacionadas com as viagens que fez como piloto ou como membro da Federação Portuguesa de Motociclismo, entre muitos outros.
Além das suas recordações pessoais, Costa Paulo tem ainda reservado um espaço especial para o Circuito Automóvel de Vila Real onde expõe não só cartazes desde o ano de 1931 mas também diversos objetos, documentos e muitas mais memórias.
“A peça mais significativa que tenho aqui é o primeiro prémio do autódromo do Estoril em 1972, aquando da sua inauguração. Fui o primeiro vencedor do autódromo e, no mesmo ano, fui o primeiro campeão nacional 50 centímetros cúbicos”, recorda Costa Paulo, sublinhando também a presença da moto Gilera, a última a ser trabalhada pelo próprio.
Apesar de mostrar orgulhosamente a sua coleção, o ex-piloto continua a defender a criação em Vila Real de um museu só para o Circuito Urbano, que pudesse reunir um espólio muito mais vasto de objetos que estão espalhados na casa de várias pessoas e que poderiam ser preservados.
Contando atualmente com 76 anos, a história da vida de Costa Paulo confunde-se com a história do motociclismo em Portugal, fazendo parte do seu palmarés vários títulos nacionais e regionais, bem como participações em provas internacionais.
Fundador do Clube Automóvel de Vila Real e membro da Federação Portuguesa de Motociclismo entre os anos de 1971 e 1989, Costa Paulo já recebeu o reconhecimento de várias instituições pelo seu empenho no desenvolvimento das modalidades motorizadas, sendo de sublinhar a entrega, em 1981, do Colar de Mérito Desportivo Nacional e, em 1998, da Bandeira Nacional da Federação Portuguesa de Motociclismo, entre muitos outros.
Destacando-se nas modalidades motorizadas não só enquanto piloto, mas também como dirigente, fundador e organizador de provas, o vila-realense fica na história por ser conhecido como o “pai” da famosa Famel XF17.
De recordar que, no ano passado, Costa Paulo foi homenageado pela revista “Só Clássicos” durante a XX edição do Automobilia, que decorreu no Parque de Exposições de Aveiro.
No próximo dia 22, a partir das 15h00, o Museu voltará a estar aberto ao público em geral, no entanto, de sublinhar que a visita (gratuita) poderá ser agendada em qualquer altura mediante marcação (962 382 958) e de preferência aos sábados.



