Segundo os dois movimentos, em Junho de 2006, aquando da visita do Comboio a Vapor do Douro a Lisboa, foram disponibilizados numa das carruagens panfletos sobre a rede ferroviária nacional. Apesar de na altura os comboios circularem sem impedimentos nas Linhas do Tâmega, Corgo e Tua, estas “foram ignoradas no mapa ferroviário”. Este ano, a situação repete-se, com as vias estreitas do Douro a desaparecer “misteriosamente”.
O MCLT e o MCLC acusam o Governo de dualidade de critérios. “Estas linhas são ainda servidas pela CP, embora com serviço rodoviário de substituição, uma vez que o governo PS prometeu obras de modernização da via. “Mas, se a intenção seria retirar de cena as linhas com tráfego ferroviário temporariamente suspenso, então porque figuram no mapa o Ramal da Lousã e o troço Covilhã – Guarda (Linha da Beira Baixa), que se encontram na mesmíssima condição que as censuradas?” – Questionam estes movimentos, que “exigem seriedade e profissionalismo” e pedem para a CP cancelar imediatamente o mapa e incluir novamente as vias que se encontram sem tráfego ferroviário mas com transporte rodoviário de substituição”.
As duas associações assumem também que “nem a Auto-Estradas XXI, nem a REFER, nem o secretário de Estado dos Transportes responderam ainda às perguntas endereçadas pelo MCLT, em meados de Abril, sobre a questão das obras da A4 no distrito de Bragança se sobreporem ao canal da Linha do Tua, nas zonas de Vilar de Ledra ao Romeu, Santa Comba de Rossas e Remisquedo”.





