Sábado, 6 de Junho de 2026
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Criada plataforma para a monitorização dos socalcos e vinhas

Chama-se Plataforma I-Douro e constitui um instrumento de consulta que permite saber online em que estado de conservação está todo o património ligado à vinha ao fim de dez anos validado pela UNESCO, nomeadamente os muros, os casebres e os pombais. O levantamento foi feito pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

A Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, através da Estrutura Local de Apoio do Douro Vinhateiro, promoveu um seminário sobre a manutenção dos socalcos do Douro Vinhateiro, na tarde de sexta-feira, e os agricultores encheram completamente o salão nobre da Casa do Douro.

Os trabalhos contaram com a presença de Gabriela Ventura, gestora nacional do PRODER, de Manuel Cardoso, diretor regional da Agricultura e Pescas do Norte, DRAPN. Os trabalhos foram marcados pela apresentação do “Guia Orientador de Boas Práticas Agrícolas e Ambientais”, e Helena Teles, da Estrutura Local do Douro Vinhateiro, focou as principais atividades desenvolvidas ao longo dos anos.

Para Manuel Cardoso, este seminário representou “uma forma de prestar contas em relação ao trabalho que foi feito nos últimos quatro anos, que foi muito importante para a preservação do património duriense”. Aproveitou ainda para vincar que as candidaturas para os investimentos não produtivos reabrem de uma forma contínua, no âmbito do PRODER a partir de setembro. “Estamos a falar de projetos que estão vocacionados exclusivamente para a manutenção do património, os socalcos, os muros, etc.”.

A plataforma I – Douro Vinhateiro fez um levantamento do verdadeiro estado em que estava a região do Douro, ou seja, fez o “diagnóstico de partida”. “Serve para conhecermos o que existe no sistema pré-filoxérico, pós–filoxérico, mortórios, casebres e pombais. Neste sentido foi encomendado o trabalho à UTAD que fez o levantamento”, referiu, ao Nosso Jornal, José Pereira, da DRAPN. Este instrumento permite saber o estado de conservação do património desde a candidatura a Património Mundial até 10 anos depois. A plataforma está online no site da DRAP – estrutura local de apoio.

José Pereira aproveitou para lançar um apelo. “A missão nunca está cumprida porque efetivamente temos que continuar a apoiar esta paisagem. Há muito a fazer, porque o vinho só por si não gera mais- -valias aos pequenos agricultores para eles manterem a paisagem. Têm que ser canalizados alguns apoios públicos. É isto que estamos a fazer, recorrendo a esta medida do PRODER que apoia a 100 por cento a recuperação de muros, casebres, pombais e outro património e que vai estar vigente até final de 2013”, concluiu.

 


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