A mãe biológica de Miguel Potêncio já tem a seu lado, desde 1 de Fevereiro, o seu filho que estava à guarda dos seus compadres, desde Dezembro de 2005, ao abrigo da Regulação do Poder Paternal. A criança que completa três anos de idade, a 25 deste mês, “regressa”, assim, à sua mãe que garante ter condições para a criar.
O pequeno Miguel desfilou, durante a manhã, no cortejo carnavalesco das escolas de Mirandela e, depois, foi acolhido nos braços da sua mãe biológica, que o terá a seu lado, agora de uma forma mais assídua. Miguel Potêncio esteve, desde os três meses de idade, até meados do passado mês de Dezembro, confiado à família Policarpo, com os padrinhos do Miguel e que, por decisão do Tribunal de Mirandela, foi devolvida à sua mãe, Carla Potêncio, de trinta anos de idade, solteira, trabalhadora numa lavandaria do “Feira Nova” de Mirandela e estudante, à noite. Desde o fim de Dezembro e até ontem, o Miguel cumpriu um período de transição, no Centro de Acolhimento Temporário de Crianças de Mirandela, onde esteve acolhido.
Carla Potêncio manifestou–se “muito contente”, por ter, agora, a companhia do seu filho, estando disposta a deixar que os padrinhos possam visitar a criança, regularmente.
Já em relação ao pai biológico, residente em Mirandela, Carla mostrou-se contrariada em aceitar contactos dele com o Miguel.
Quanto à família Policarpo, a exercer, desde Dezembro de 2005, o acolhimento do Miguel, ao abrigo da Regulação do Poder Paternal, estava “muito triste”, manifestando a sua dificuldade em conformar-se com a decisão do Tribunal.
Porém, no futuro, nova batalha jurídica se aproxima: o pai biológico do Miguel, conhecido empresário de Mirandela, na casa dos sessenta anos, contesta a decisão e apresentou um pedido de alteração da Regulação do Poder Paternal, após ser conhecido o teste ADN, exigindo, em Tribunal, a guarda da criança para si.
Jmcardoso





