Tudo aconteceu no domingo, por volta das 11h30, quando o pequeno Diogo Tavares andava a brincar na marquise da sua casa e ter-se-á desequilibrado por uma das aberturas do espaço e caído num pequeno monte de areia e sobre um plástico. “Senti um barulho seco no chão e o choro de uma criança e os gritos da mãe”, contou, ao Nosso Jornal, José Faustino, residente em Godim e que na altura passava no local.
De lágrimas nos olhos, Maria Isabel Reis, a avó da criança, afirmou que o “Diogo é uma criança alegre e irrequieta”, e que “foi um milagre de Deus o seu Diogo salvar-se”. “Coitadinho, só chorava e chamava pela mãe, que foi a primeira pessoa a chegar ao local”, acrescentou a avó.
O comandante dos Bombeiros de Peso da Régua, António Fonseca, disse que quando chegou ao local a criança chorava muito, mas reagiu bem. “De imediato, foi feita a sua estabilização com apoio de oxigénio, depois chegou o apoio do INEM e VMER.
António Fonseca referiu ainda que se a criança caísse 50 centímetros mais ao lado, em pleno chão de cimento, as consequências poderiam ter sido outras. “O vento forte que estava na altura terá feito com que o impacto do corpo da criança não fosse tão violento e acabou por a ter empurrado a criança para o pequeno monte de areia”.
Ao fim da tarde de domingo, o Diogo foi transportado de helicóptero do INEM do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes para o Hospital de S. João, no Porto. Segundo uma fonte hospitalar, a criança, que caiu de uma altura de mais de 20 metros, encontrava-se estável e livre de perigo. Foi ainda submetida a cirurgias às fraturas dos membros inferiores e permanece na Unidade de Cuidados Intensivos, mas está clinicamente estabilizada.





