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Culturas “atrasadas” preocupam agricultores

O tempo não está a ajudar os lavradores transmontanos. As culturas, ao nível da sua evolução vegetativa, registam algum atraso, principalmente os cereais. As variações da temperatura, com valores abaixo dos normais, para a época, e a precipitação continuada e, por vezes, intensa, têm preocupado os agricultores. Mas as consequências mais gravosas foram a “tromba […]

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O tempo não está a ajudar os lavradores transmontanos. As culturas, ao nível da sua evolução vegetativa, registam algum atraso, principalmente os cereais. As variações da temperatura, com valores abaixo dos normais, para a época, e a precipitação continuada e, por vezes, intensa, têm preocupado os agricultores.

Mas as consequências mais gravosas foram a “tromba de água” que atingiu a zona do Vale da Vilariça, em Maio, e a queda intensa de granizo que ocorreu na freguesia de São Pedro Velho, no mesmo mês, e que provocaram prejuízos significativos nas culturas.

Segundo a Direcção Regional de Agricultura de Trás-os–Montes, DRATM, “o impacto que estas condições anormais terão nas culturas da região está ainda por determinar na totalidade e somente com o evoluir do ano agrícola será possível fazer uma avaliação mais concreta e abrangente”. É o caso da sementeira do milho de sequeiro que registou algum atraso, como consequência da irregularidade das condições climáticas.

Comparativamente ao ano anterior, as previsões apontam, para Trás-os-Montes, pequenas diminuições na produtividade da aveia e da cevada, respectivamente de -0,1% (-1 kg/ha), e de -0,5% (-3 kg/ha)). No caso do trigo, prevê-se uma produtividade ligeiramente superior, de +0,2% (+3 kg/ha). Relativamente ao centeio, prevê-se uma produtividade semelhante a do ano anterior Quanto ao milho de regadio, as sementeiras decorreram também com algum atraso, devido ao excesso de humidade no solo, como consequência da continuada queda pluviométrica, durante os meses de Abril e Maio.

Segundo o Director da DRATM, Carlos Guerra, e fazendo menção ao estudo de Maio da instituição, “na batata, a produtividade da de sequeiro aponta para valores semelhantes aos do ano anterior. Quanto às plantações da batata de regadio, estima-se uma diminuição da área de -1,5% (-126 ha), adiantando que o seu estado vegetativo é bom.

“Como consequência da utilização de semente de 2.º ano, ou seja, batata de semente produzida em casa, registou- -se uma significativa quebra na venda de sementes de batata certificada” – frisou.

Em relação à vinha, a DRATM insiste na necessidade de se realizarem os tratamentos adequados, visando o combate e prevenção das doenças criptogâmicas da vinha (míldio e oídio), o mesmo se passando em alguns focos de ataque de afídeos, nalguns pomares, lepra, nos pessegueiros, e pedrado, nas macieiras, que têm sido controlados com os tratamentos fitossanitários adequados.

 

Jmcardoso

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