Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila RealDe movimento espontâneo à associação de professores, pela continuidade da luta

De movimento espontâneo à associação de professores, pela continuidade da luta

Criado, em Fevereiro, por um grupo de professores de Vila Real, o Movimento “PROmova”, prepara- -se agora para dar mais um passo, na sua caminhada de luta contra as políticas educativas “lesivas” para docentes e alunos, com a sua transformação em associação. Apesar do entendimento alcançado entre os Sindicatos e o Ministério da Educação, os […]

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Criado, em Fevereiro, por um grupo de professores de Vila Real, o Movimento “PROmova”, prepara- -se agora para dar mais um passo, na sua caminhada de luta contra as políticas educativas “lesivas” para docentes e alunos, com a sua transformação em associação. Apesar do entendimento alcançado entre os Sindicatos e o Ministério da Educação, os professores reafirmam o seu descontentamento e não afastam a hipótese de o demonstrarem, voltando a sair às ruas.

Em Setembro, deverá estar concluído o processo de formalização do Movimento de Valorização dos Professores “PROmova”, com a criação de uma associação, adiantou Octávio Gonçalves, docente da Escola de São Pedro, de Vila Real, no dia 7, na sequência de um encontro que reuniu algumas dezenas de profissionais de Educação.

A ideia surgiu como forma de dar continuidade à contestação dos docentes, no que diz respeito à luta contra as políticas educativas do governo de José Sócrates.

“O objectivo é criar uma associação não profissional, não sindical”, referiu o mesmo responsável, adiantando que, apesar de evolução de movimento a associação, o PROmova não vai perder a sua identidade e continuará a privilegiar a Internet como meio de comunicação e divulgação de informações entre os professores de todo o país”.

Embora considere que a criação da associação não vai exigir uma grande estrutura física ou financeira, o docente adiantou que estão agora a ser estudadas as formas de financiamento da sua actividade, sendo que alguns professores já manifestaram vontade de se desvincularem dos sindicatos, para se juntaram à associação.

O encontro, realizado no Sábado, serviu exactamente para “definir orientações estratégicas para o Movimento” e debater “um conjunto de iniciativas e de acções que confiram visibilidade, tanto à contestação dos professores, como às suas propostas alternativas”.

Tudo isso porque, como explicou Octávio Gonçalves, apesar do entendimento entre a Plataforma Sindical e o Ministério da Educação, “as razões do descontentamento dos professores mantêm-se e houve até um retrocesso, quanto ao modelo de avaliação”. Classificando o acordo como “incompreensível”, os professores acreditam que este veio apenas “esvaziar os movimentos” e “atrasar o problema, para Setembro”.

Para além da formalização do Movimento nascido em Vila Real, na reunião foi ainda discutida a possibilidade de os professores saírem novamente para a rua, em Setembro, para mostrar que “as reivindicações continuam”.

“O próximo ano será muito sensível, do ponto de vista eleitoral. Provavelmente, não haverá uma maioria no Governo. Por isso, poderá haver boas condições para reestudar todo este processo”, considera o professor vila-realense.

Para já, o Movimento apela aos docentes para que estejam “atentos” às eleições para os Conselhos Gerais transitórios, ou seja: “na circunstância de surgirem listas que demonstrem orientações coladas às políticas educativas do Governo, os professores devem organizar candidaturas em listas alternativas e credíveis, de forma a serem criados Conselhos que assumam o lado dos professores”.

De recordar que o movimento criado em Vila Real, em meados de Fevereiro, tem participado, activamente, na luta dos professores (tendo-se disseminado, amplamente, por todo o país) marcando presença nos momentos de maior visibilidade do descontentamento dos professores, entre os quais a manifestação que levou mais de 1.200 professores, vestidos de luto, a percorrer as ruas de Vila Real, até ao Governo Civil, no dia 5 de Março, bem como, no dia 14 de Abril, a concentração que reuniu cerca de 300 docentes, na Praça do Município, onde foi severamente criticado o protocolo de entendimento entre Sindicatos e o Ministério.

 

Maria Meireles

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