Em locais estratégicos, normalmente rodeadas de floresta, centenas de casas florestais foram construídas no século passado. Durante décadas, os guardas- -florestais habitaram estas casas tão bem projetadas, juntamente com as suas famílias.
Após a alteração orgânica do Ministério da Agricultura nos anos noventa, todo este património ficou praticamente ao abandono e tem sido alvo de lutas jurídicas quanto ao seu usufruto. No concelho de Mondim de Basto, várias estão abandonadas ou estão à venda. O presidente da Câmara Municipal mantém o interesse em preservar este vasto património para outros fins, uma vontade que não é de agora. “Já no executivo anterior, manifestamos a intenção de dinamizar essas casas em contactos informais que tenho mantido com o Ministério da Agricultura. Neste momento, o problema é que não há uma definição clara sobre o que se pretende fazer com essas estruturas. A nós, resta-nos aguardar, pois já manifestámos a nossa disponibilidade para dinamizar algumas dessas habitações”. Por parte do Estado ainda não há nenhuma estratégia, nem nenhuma orientação do que quer fazer com as casas florestais, “sendo um impasse que já se arrasta há vários anos”.
Uma das casas florestais que sofre um processo de degradação é a que está próxima do cruzamento para Ermelo. Além de estar em ruína, o interior parece um autêntico WC e tem vários sinais de marginalidade.
O município de Mondim de Basto gostaria de aproveitar os espaços para fins turísticos, ou com suporte para as múltiplas atividades ligadas à produção florestal, ambiental, recreativa, cultural, prevenção e mesmo na luta contra fogos florestais.



