Não estão contentes os Bombeiros Voluntários de Murça, com a alegada morosidade de disponibilização das suas macas, quando acorrem ao Centro Hospitalar de Trás- -os-Montes e Alto Douro. Esta instituição nega tal situação e garante que o período da demora, quando se trata de ambulância do INEM, varia entre os 10 e 20 minutos.
“É incompreensível que, no Hospital de Vila Real, a nossa ambulância do INEM demore entre duas e quatro horas, à espera da devolução das macas e de outros equipamentos que acompanham os doentes, conduzidos por nós!”. Esta é a acusação do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Murça, Joaquim Teixeira, ao Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, salientando o facto de o concelho ficar privado, por várias horas, da única ambulância do INEM”.
Descontente com a situação, Joaquim Teixeira lança um alerta.
“Se houver um acidente ou uma emergência, não temos ambulância. Todas as outras que temos são só de transporte de doentes. Isto é inadmissível. Eu até já tive de ligar, para o hospital, três vezes, a exigir que me libertem o equipamento, para que a tripulação e ambulância possam regressar a Murça”.
Este responsável até garantiu que “numa das vezes, tínhamos que acorrer a um acidente, mas não possuíamos meios para socorrer. A Administração do Hospital tem de resolver estes assuntos, de vez”. E aponta uma solução: “Quando o doente é entregue no Serviço de Urgência, tem de passar da nossa maca para a maca do hospital. Têm de criar condições, de maneira a que o equipamento seja devolvido, aos Bombeiros. Imaginem que param a VMER durante quatro horas, por estar à espera de um colar cervical? A Administração do Centro Hospitalar, através do Director do Serviço de Urgências, garantiu que “as queixas não correspondem à realidade vivida no Serviço de Emergência. Sempre que chega uma ambulância, com utentes acamados, os doentes são transferidos para as macas do serviço e a maca da ambulância fica, de imediato, liberta. O tempo de espera pode contabilizar-se em alguns minutos que variam entre os cinco e os dez”, frisando que, nos casos em que o utente, devido à sua condição clínica, venha em plano duro e com colar cervical, podem ocorrer duas situações: “Quando o utente se encontra em condições clínicas de ser transferido para o plano rígido do Serviço de Emergência, é realizado o procedimento e a maca dos bombeiros fica disponível, bem como o restante equipamento. Quando o doente não tem condições clínicas de ser transferido, são situações graves que necessitam de observação médica e realização de exames complementares de diagnóstico (TAC e RX), antes de poder ser mobilizado”.
É nestes casos que o CHTAD admite alguma demora: “Nestas situações, o doente é passado para o plano rígido para uma maca do Serviço, fica liberta a maca dos bombeiros, mas, momentaneamente, o plano rígido e o colar cervical não podem ser disponibilizados. São situações pontuais e que ocorrem, esporadicamente. Mesmo nestas situações, o Serviço de Emergência disponibiliza um plano rígido para a ambulância poder ficar, de novo, operacional, trocando, depois, os planos. Nunca tive conhecimento de uma ambulância que permanecesse as quatro horas referidas” – concluiu o Director do Serviço de Urgência.
Jmcardoso


