A resposta não tem mistério: os portugueses começaram a gastar mais do que produziam, quiseram imitar no padrão de vida e no consumo os países mais ricos, endividaram-se até os cabelos – e acreditaram que os “fundos” da Europa dariam para tudo. Apanhados no contra–pé pela crise do “subprime”, não foram capazes de corrigir os desequilíbrios que se acumulavam e ao governo de José Sócrates faltou coragem para seguir um programa de austeridade e de contenção das despesas públicas, que, se tivesse sido feito, tornaria mais suaves as medidas que acabaram por ser exigidas pela “troika” constituída pelo Fundo Monetário Internacional, União Europeia e Banco Central Europeu, para o programa de recuperação em curso.
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