Depois do sucesso de mais um Festival Internacional de Músicas do Mundo, o Teatro de Vila Real tem já agendado a nona edição do “Douro Jazz” que, a decorrer a partir do dia 22 de setembro, vai levar o jazz a ‘passear’ por várias localidades da região duriense.
Apesar de não levantar muito o véu sobre a programação do festival internacional que vai animar a época das vindimas com um som de fundo diferente do tradicional, Vítor Nogueira, diretor do Teatro de Vila Real, revelou ao Nosso Jornal que a organização do evento vai avançar com “uma ideia antiga” da organização, que passa por levar o “jazz sobre rodas” a vários pontos da região vitivinícola.
“Queremos levar o festival ainda a mais locais e com mais facilidade”, explicou o mesmo responsável, adiantando que, além das tradicionais arruadas, a “Marching Band” criada especialmente no âmbito do Festival vai fazer concertos “sobre rodas”, ou seja, numa viatura preparada para o efeito que percorrerá vários pontos da região.
Numa altura “importante para a região sob o ponto de vista económico e turístico, o objetivo é afirmar também a sua posição ao nível cultural”, defendeu.
Apesar de não avançar com mais pormenores sobre o festival, cuja programação será apresentada publicamente, Vítor Nogueira explicou que os grandes concertos vão decorrer em Vila Real, Bragança e Lamego, estando já presente na programação do Teatro do atual trimestre, mais exatamente no dia 22, no pequeno auditório vila-realense, o espetáculo do trio “No Project”.
As novidades sobre o “Douro Jazz” surgem depois do encerramento do Festival Músicas do Mundo, que ultrapassou o número de espetadores da edição anterior, ao somar perto de 14 mil pessoas nos 16 concertos levados a cabo no auditório exterior da casa de espetáculos de Vila Real.
Vanessa da Mata foi um dos pontos altos da programação, ao juntar mais de 2800 pessoas, seguida da portuguesa Áurea, espetáculo ao qual assistiram perto de 2500 espetadores.
Ao longo das suas primeiras oito edições, o Festival de Músicas do Mundo animava apenas os sábados, no entanto, este ano a iniciativa ocupou também as sextas-feiras do verão transmontano, uma aposta que, segundo o diretor do Teatro, ficou aquém das expectativas. “Foi um ano em que trabalhamos com menos dinheiro, mas não nos podemos queixar porque ainda contamos com o financiamento comunitário”, referiu ainda o mesmo responsável.
Enquanto o jazz não inicia o seu périplo pela região, no Teatro de Vila Real outros espetáculos estão já à porta, nomeadamente o concerto, marcado para amanhã, dia sete, no auditório exterior, dos “Drumming”, um grupo de percussão internacional. Com entrada gratuita, o concerto desenvolvido no âmbito do “Entre Margens” vai ser criado a partir de um workshop a desenvolver previamente com músicos da região, que serão integrados no espetáculo, estando também agendada uma atuação prévia no centro histórico de Vila Real, pelas 18h00.
No sábado, pelas 16h00, o pequeno auditório vai receber o “Gota a Gota”, um espetáculo, com entrada gratuita, “para todos os públicos que usa a linguagem do teatro visual, do cinema de animação e da sonoplastia para falar da água”.





