“O governo reafirma a vontade política de concretizar tão importante infra-estrutura para as populações durienses?” – A questão foi lançada por Jorge Almeida, deputado socialista, eleito pelo Círculo Eleitoral de Vila Real, que solicitou ao Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, respostas a algumas questões sobre o Itinerário Complementar (IC) 26.
Segundo o deputado socialista, o pedido de explicações surge na sequência de informações que têm vindo a circular na opinião pública, “com origem em declarações de um autarca da Região, que apontam para um adiamento desta programação, fazendo crer que a desejada obra possa ter sido preterida pelo actual executivo”.
Assim, para além de questionar o Governo sobre a “previsão temporal para a conclusão do Estudo de Impacto Ambiental” e consequente para o lançamento do concurso de execução da obra”, o deputado reforçou, no requerimento, a importância da via para a região duriense: “O Itinerário Complementar 26, no seu trajecto entre Amarante e Peso da Régua, constitui para os concelhos do Douro, sobretudo os da Região Demarcada, uma via de fundamental importância”.
“A dinâmica das economias do vinho e do turismo assenta essencialmente na ligação à cidade do Porto. Os movimentos de produtos vínicos, sobretudo de vinho do Porto, entre os centros de produção da Região e o Entreposto de Gaia, e o fluxo crescente de turistas, provenientes do litoral, constituem realidades com exigências mais que suficientes para que a Região venha a ser dotada duma rodovia segura, rápida, moderna, de ligação a Amarante, que constitua um elemento promotor de coesão e desenvolvimento, e não um constrangimento ao desenvolvimento económico, como actualmente se verifica com a actual rodovia”, defendeu o mesmo responsável político.
De recordar que, em Outubro de 2007, o secretário de Estado das Obras públicas, Paulo Campos, garantiu que o estudo prévio do IC26, adjudicado por 1,2 milhões de euros, com um valor previsto de empreitada de 120 milhões de euros, estaria concluído no final deste ano, para que o concurso de execução da obra fosse lançado até finais de 2009. Jorge Almeida quer então saber “se está ou não a seguir o seu curso normal programado o calendário, em 2007”.
Com cerca de 43 quilómetros, a via divide-se em dois troços, o primeiro que tem início em Amarante, no actual Itinerário Principal 4 (junto ao Nó de Padronelo) e termina junto a Mesão Frio, e o segundo entre Mesão Frio e Peso da Régua, sendo de realçar que o projecto prevê ainda a realização de obras requalificação da Estrada Nacional 101 entre Amarante/Mesão Frio.
Referindo ainda, obras como a A24, a A7, a IC5 e a A4, “para além de outras vias de enlace a estes eixos, há várias décadas reivindicadas pelas populações de Trás-os–Montes e Alto Douro”. Jorge Almeida lembrou que, “com os projectos de execução em concurso e com as obras já em construção”, no final da legislatura, “Vila Real ficará com o Plano Rodoviário cumprido numa percentagem muito significativa, sendo mesmo um dos distritos com mais obra realizada ou em realização, per capita”.



