“Lançamos um repto ao secretário de Estado, Daniel Campelo, para que, no mais curto espaço de tempo, reúna com a produção e o comércio para delinearem rapidamente algumas soluções” para a região, explicou Pedro Pimental, um dos cinco deputados sociais-democratas eleitos pelos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda e Viseu, que iniciaram, do dia 12, uma série de visitas e reuniões de trabalho com representantes de diferentes instituições públicas e entidades privadas do Douro.
Segundo os deputados, a iniciativa pelo Douro, que começou com uma passagem pela Adega Cooperativa de Favaios, tem como “intuito proceder a uma análise dos problemas que afetam a sua população e a sua economia”.
“Queremos ouvir in loco os problemas que a região atravessa neste momento”, defendeu o mesmo deputado, recordando que “a crise do Douro não começou no dia cinco de junho, mas sim há muitos anos e veio agravar-se com a redução dos 25 por cento no benefício, o que prejudicou gravemente os pequenos e médios agricultores”.
Os deputados acusam o Governo de inércia em relação à resolução dos problemas da agricultura duriense, referindo mesmo que “tem havido um pouco de desleixo, um pouco de esquecimento”.
Mais, os sociais-democratas lançaram um repto ao secretário de Estado do Desenvolvimento Regional, Daniel Campelo, para que se desloque à região “para reunir com as várias entidades e encontrar algumas soluções”.
Em nome da sustentabilidade da Região Demarcada do Douro, os deputados defendem “a promoção de uma ampla discussão sobre os problemas do Douro, envolvendo todos os agentes públicos, associativos e privados da região”, bem como “a criação de condições para a elaboração de um Programa e um Grupo de Trabalho Estratégico que analise, identifique e, posteriormente, fomente as reformas necessárias e o desenvolvimento das potencialidades da região, tendo em vista a melhoria dos rendimentos e da qualidade de vida dos durienses, e contribuindo para que esta região vinhateira seja mais competitiva e ambientalmente sustentável”.
Por sua vez, o deputado Luís Ramos também criticou a “lentidão e descoordenação” com que país tem lidado com os problemas do Douro e aconselhou, como caminho para uma melhor articulação entre os vários agentes da região, o “alargamento do espetro de intervenção da Estrutura de Missão”. “O que faz sentido é que seja uma estrutura que coordene ou articule as diferentes entidades da administração central que intervêm no Douro e ao mesmo tempo que tenha uma ligação muito forte aos diferentes agentes”, explicou o mesmo responsável político, referindo ser necessário envolver na estrutura de Missão, além das questões do ordenamento do território e ambientais, as relacionadas com a paisagem, a agricultura, o património e o turismo.
“Um dos problemas antigos do Douro é a falta de articulação. Há, às vezes, uma sede de pequenos protagonismos que prejudicam o Douro. Há uma oportunidade com a Unidade de Missão para coordenar todos os agentes, para que todos trabalhem para o mesmo fim”, concluiu.






