Quarta-feira, 6 de Julho de 2022

Dezasseis artistas pintaram motivos da aldeia, em Vilas Boas

“Combater a desertificação, através da pintura”. Este foi o propósito de um grupo de 16 artistas que, durante a manhã de Domingo, pintou alguns motivos de Vilas Boas, uma aldeia a cerca de cinco quilómetros de Vidago. Esta iniciativa foi promovida pela Tamagani – Associação do Alto Tâmega e Val de Monterey, uma agremiação que […]

“Combater a desertificação, através da pintura”. Este foi o propósito de um grupo de 16 artistas que, durante a manhã de Domingo, pintou alguns motivos de Vilas Boas, uma aldeia a cerca de cinco quilómetros de Vidago. Esta iniciativa foi promovida pela Tamagani – Associação do Alto Tâmega e Val de Monterey, uma agremiação que agrega 62 artistas plásticos portugueses e espanhóis (Galiza).

“Pretendemos promover a arte e os artistas. Queremos, desta forma, levar a arte às populações, valorizando o património cultural, social e arquitectónico”, referiu Eurico Borges, pintor e responsável por este evento. Mário Lino, outro artista que escolheu como tema um antiquíssimo “Gravelho”, ferrolho ancestral em madeira, referiu o motivo da escolha: “Tenho uma paixão por portas. Por detrás de cada uma, há momentos alegres, tristes, fome… gosto do mistério que se esconde por detrás de cada porta”.

Ilídio Rodrigues, de 73 anos, natural da terra, estava contente: “o povo gosta disto. A aldeia está esquecida, nem está no mapa, vivem aqui pouco mais de 50 pessoas e isto é bom para Vila Boas. Se eu fosse pintor, pintava a igreja e as casas antigas” – concluiu.

A Associação Desportiva e Cultural de Vilas Boas também colaborou nesta iniciativa que teve o apoio de um natural desta aldeia, João Guedes que tornou possível este evento.

“Cada artista pintou o que quis e no estilo à sua escolha. Trata-se de uma pintura rápida, em cerca duas ou três horas. Os trabalhos serão expostos, posteriormente” – referiu Eurico Borges.

Por entre as ruas da aldeia de Vilas Boas, vários chapéus-de-sol brancos marcavam a presença de um artista.

“Hoje em dia, não há ligação entre a aldeia e a cidade. Pretendemos, assim, chamar a atenção para a importância das aldeias, tentando evitar a sua desertificação” – disse-nos Mário Lino. Outra artista presente foi Paula Gomes, bancária, em Chaves: “Passei, há alguns dias, aqui. A aldeia estava deserta. Só vi gatos. Agora, tem mais animação”. A sua a tela “retratou” a soleira de uma casa antiga.

As pinturas foram em acrílico, óleos e aguarelas e demoraram cerca de três horas a ser concluídas.

Para quem quiser conhecer todos estes trabalhos, as telas vão estar expostas, de 3 a 23 de Agosto, no Centro Cultural de Chaves.

 

Jmcardoso

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