Na sexta-feira, o Museu do Douro foi palco da cerimónia oficial que assinalou a passagem do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios. Depois do vice-presidente da Câmara da Régua, Mário Montes, salientar a importância do que representa para a região ter um sítio classificado como Património Mundial, foi o presidente da LAPDM , Armando Moreira, a lançar alguns desafios aos autarcas durienses e a propor uma outra iniciativa. “Nós temos consciência que é junto das crianças que é possível sensibilizar as pessoas para a importância deste território. A ideia base é fazer intervenção junto das escolas, com concursos escolares sobre várias temáticas. Era importante também implementar o dia do Património Municipal”.
Este responsável aproveitou para deixar implícita uma crítica aos autarcas. “Os próprios autarcas não se aperceberam da responsabilidade que têm em administrar um território que é património da humanidade, por isso defendo que é preciso haver iniciativas e que se faça a preservação, conservação e valorização do património”.
Célia Ramos, chefe de Estrutura de Missão do Douro, voltou a sublinhar que é muito importante “criar uma marca para sempre como território preservado, ordenado e classificado ao nível da sua promoção, num processo “de valorização do património mas com a contribuição das pessoas e dos jovens que habitam a área classificada”.
Depois da sessão oficial, decorreu uma mesa redonda com a participação de Samuel Guimarães (Serviço Educativo do Douro), Isabel Rego de Barros (Agrupamento de Escolas Diogo Cão), José Artur Matos (Agrupamento de Escolas Araújo Correia) e Orquídea Ribeiro (UTAD). As intervenções foram moderadas pelo diretor do Museu do Douro, Fernando Seara, em que foi realçada a importância do envolvimento da comunidade escolar na promoção de valores cívicos de preservação e conhecimento do património.





