Quinta-feira, 30 de Junho de 2022

Diogo Cão poderá lucrar com transferência

Em 1990, a equipa de futebol da Escola Diogo Cão integrou Simão Sabrosa no seu plantel. O clube que serviu de berço ao jogador poderá agora receber 0,25 por cento do valor envolvido na sua transferência, do Benfica para o Atlético de Madrid. O clube vila-realense promete recorrer a todos os mecanismos judiciais, para que […]

Em 1990, a equipa de futebol da Escola Diogo Cão integrou Simão Sabrosa no seu plantel. O clube que serviu de berço ao jogador poderá agora receber 0,25 por cento do valor envolvido na sua transferência, do Benfica para o Atlético de Madrid. O clube vila-realense promete recorrer a todos os mecanismos judiciais, para que se concretize o “mecanismo de solidariedade”.

“Em princípio, vamos investir o dinheiro na aquisição de uma nova carrinha”, sublinhou José Maria Magalhães, Presidente do Conselho Executivo da Escola Diogo Cão, cuja Associação Desportiva e Cultural (ADC) viu “nascer” o atleta Simão Sabrosa e que agora deverá lucrar cerca de 50 mil euros, com a transferência do futebolista, para o Atlético de Madrid.

Segundo o mesmo responsável, o “Mecanismo de Solidariedade”, estabelecido pela Federação Internacional de Futebol, em 2003, prevê que “se um profissional mudar de clube, no decurso de um contrato, cinco por cento do valor de qualquer compensação, à excepção da compensação por Formação, paga ao clube anterior, será deduzida ao valor total da compensação e distribuída, como contribuição de solidariedade, aos clubes envolvidos na formação e educação do jogador, ao longo dos anos”.

Contemplando a formação dos atletas, a partir da época do seu 12.º aniversário, a medida de solidariedade deverá implicar o pagamento à ADC Diogo Cão de 0,25 por cento dos 20 milhões de euros envolvidos na transferência de Simão Sabrosa, ou seja, 50 mil euros.

“O clube tem 30 dias para efectuar o pagamento”, sublinhou o mesmo responsável, adiantando que, caso não o faça, a ADC Diogo Cão vai recorrer a mecanismos judiciais, para que se faça justiça, tendo sido já contactado o Gabinete Jurídico da Federação Portuguesa de Futebol.

Simão Sabrosa iniciou a sua carreira desportiva, em 1990, na equipa da Escola Diogo Cão, onde jogou, durante duas épocas, tendo sido, depois, “caçado” pelo Sporting.

“Na altura, ainda éramos um clube muito jovem, e, inocentemente, abdicámos dos direitos de formação”, recorda o Presidente do Conselho Executivo, contabilizando, no entanto, que o clube vila-realense já amealhou cerca de 20 mil euros, com a ascensão do atleta, ao longo dos vários escalões.

“Ele nem sequer estudava cá, fui buscá-lo à Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral”, explicou José Maria Magalhães, recordando que, já na altura, o clube viu que era um atleta “especial”.

O ex-treinador lembra que “cerca de 70 por cento” dos jovens que partilharam o campo de jogo com Simão Sabrosa também seguiram caminho na modalidade e muitos ainda jogam como profissionais, embora não tenham subido tão alto como o jogador natural de Constantim.

Em princípio, os 50 mil euros do fundo de solidariedade deverão ser direccionados para a aquisição de uma carrinha para o ACD Diogo Cão, o clube que conta, actualmente, com quatro equipas de Escolinhas, três de Infantis, duas de Iniciados e ainda com formações nos escalões de Juvenis e Juniores.

“Este ano, vamos ainda ter uma equipa de Seniores, no Futsal”, revelou José Maria Magalhães, lamentando que, para dar resposta às deslocações das equipas, a associação desportiva conte com, apenas, duas carrinhas, sendo necessária a aquisição de, pelo menos, mais uma viatura.

 

Maria Meireles

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