Sob o tema “Património Religioso e Espaços Sagrados”, decorreram as comemorações de mais um Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, uma data que, em Vila Real, teve como palco a Sé Catedral, um monumento nacional que, por representar “as páginas da nossa história e da nossa arte”, deverá ver facilitada a sua fruição e compreensão.
A Direcção Regional de Cultura do Norte (DCRN) vai promover a criação de um grupo de trabalho que terá como objectivo tornar a Igreja de São Domingos, Sé Catedral de Vila Real, num espaço mais visitável, anunciou Helena Gil, Directora do organismo, no dia 18, aquando da comemoração do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
“É importante que as pessoas compreendam que a Sé é um espaço de culto, mas, também, um monumento nacional. Faz parte da nossa missão permitir a sua fruição”, explicou a mesma responsável, lembrando que os monumentos “são páginas da nossa história e da nossa arte e deve permitir-se, a todos, a sua leitura”.
O grupo de trabalho que se pretende o “mais alargado possível”, deverá envolver não só a DRCN e a paróquia, mas, também, escolas, juntas de freguesia, criadores, investigadores e outras organizações e individualidades. O objectivo é permitir a realização de visitas guiadas, com acesso a material de informação adequado, e, mesmo, uma programação de actividades culturais, a realizar, ao longo de todo o ano, que terá como palco a Sé e que, em última instância, venha a animar toda a sua envolvente.
Helena Gil explicou, ao Nosso Jornal, que a ideia poderá alargar-se a outros monumentos religiosos e espaços sagrados.
“Por exemplo, no Santuário de Panoias, com o centro de interpretação, já é possível fornecer, aos visitantes, todas as condições, para que compreendam o espaço”, referiu a Directora, sublinhado que é importante que isso aconteça, nos restantes monumentos, que as pessoas “não fiquem em branco”, depois de os visitar.
Relativamente ao “Património Religioso e Espaços Sagrados”, tema das comemorações deste ano do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, na Região Norte, a responsável explicou que “muitos têm sido os esforços”, para recuperar e dinamizar os espaços, um trabalho dificultado não só pelo vasto e disperso património existente, mas, também, pelo facto de “não ser fácil” o estabelecimento de parcerias, quer por parte do Governo, quer por parte da Igreja.
Helena Gil deixou um repto a todos os cidadãos, para se organizarem em grupos, enquanto voluntários, apresentando as suas propostas, para dinamização dos “seus” monumentos, no âmbito da campanha denominada “Eu vou ser mecenas deste projecto!”.
“A DRCN dará a formação adequada e creditação, para que as pessoas que têm muito saber e validade, possam ocupar o seu tempo, através da dinamização dos monumentos da região”, uma verdadeira “bolsa de voluntariado, na Cultura”.
“Assegurar a preservação dos monumentos é o nosso desafio”, concluiu a Directora Regional.
Maria Meireles



