Sábado, 6 de Junho de 2026
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Diretor Geral do Património defende Fundação

Elísio Summavielle não tem dúvidas quanto à importância da Fundação do Museu do Douro. O atual responsável da Direção Geral do Património, DGP, defendeu a continuidade da Fundação, lembrando o seu papel preponderante ao longo dos últimos cinco anos.

A Fundação do Museu do Douro ganhou um aliado de peso na defesa da sua sobrevivência. Elísio Summavielle (também ex-secretário de Estado da Cultura) realçou a importância do Museu do Douro. “É bom que se perceba que o património cultural é o recurso mais importante que nós temos para o futuro. Estamos no local mais do que privilegiado, como território cultural, como paisagem cultural classificada pela UNESCO.

O diretor-geral refere que o papel da fundação do Museu do Douro, “por aquilo que ela conseguiu alavancar nestes últimos cinco anos de vida no terreno, justifica só por si a sua continuidade”. O seu ponto de vista é reforçado ainda pelo facto da Fundação “representar o esforço do Estado central e o esforço do poder local. “São dezoito municípios envolvidos nesta fundação, além de academias, como a UTAD, de associações empresariais, portanto faz todo o sentido que a Fundação do Douro e o Museu (que terá cerca de trezentos mil visitantes por ano) possam continuar a sua atividade. É uma âncora muito importante para esta região. Se avaliarmos todas as componentes e a missão que está estatutariamente consagrada nesta fundação faz todo o sentido que ela exista, porque isso só seria substituível pela criação de mais um organismo da Administração Central do Estado, burocratizado, etc. Por aquilo que é racional e lógico faz todo o sentido que se mantenha a fundação do Douro”, reforçou este responsável.

 

Atividades do Museu do Douro com muito esforço

Ao que conseguimos apurar junto do diretor do Museu do Douro, Fernando Seara, para já ainda não há mais desenvolvimentos quanto ao futuro, mas deixou no ar alguma preocupação sobre a sustentabilidade de alguns projetos culturais, comentando também as declarações de Elísio Summavielle. “Penso que o diretor-geral do Património é uma pessoa ligada ao património há mais de trinta anos, tem um conhecimento muito profundo do que representa o Museu do Douro para a região e nesse sentido é que tomou a sua posição pública, o que não me surpreende”.

Quanto às atividades, para já vão continuar. “É evidente que nesta situação não é muito fácil manter a atividade do Museu, o que fizemos foi pedir brevidade na resolução e que nos informem rapidamente sobre o que vai acontecer ao Museu do Douro. Estamos com as verbas de apoio à fundação cativas, não podemos receber dinheiro de entidades públicas e isso dificulta-nos imenso o dia-a-dia. Pedimos a maior brevidade ao Ministério da Administração Pública para tomar a decisão final e que responda à nossa pronúncia. Estamos a aguardar, esperamos que seja uma resposta boa para a região”, concluiu.


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