Segunda-feira, 4 de Julho de 2022

Distrito vai ter reforço humano na luta contra os fogos florestais

O Ministro António Costa iniciou, em Vila Real, um o périplo nacional, para a apresentação do dispositivo de combate a incêndios, para o próximo verão que, para Vila Real, na fase mais crítica, prevê o empenho de 689 homens, 151 viaturas e quatro meios aéreos. “Portugal sem fogos depende de todos”. Este foi, mais uma […]

O Ministro António Costa iniciou, em Vila Real, um o périplo nacional, para a apresentação do dispositivo de combate a incêndios, para o próximo verão que, para Vila Real, na fase mais crítica, prevê o empenho de 689 homens, 151 viaturas e quatro meios aéreos.

“Portugal sem fogos depende de todos”. Este foi, mais uma vez, o apelo deixado por António Costa, Ministro da Administração Interna, no dia 27, durante a apresentação das linhas centrais da directiva operacional de defesa da floresta contra incêndios que prevê, a nível nacional, um aumento de 15 por cento dos meios humanos, durante a fase Charlie.

Só em Vila Real, no período de maior risco de incêndios (entre 1 de Julho e 30 de Setembro), a fase Charlie, o distrito vai contar com 689 elementos, mais 76 que no ano passado, um acréscimo que se deve, principalmente, ao recurso aos militares dos Regimentos de Infantaria 13, de Vila Real, e 19 de Chaves, num total de 48 homens.

Relativamente ao número de viaturas, a fase mais desenvolvida do dispositivo de combate nacional, contempla também um aumento do número de viaturas envolvidas no distrito, de 102 para 151, sendo ainda de realçar que, também a partir de Julho, Vila Real passará a contar com dois helicópteros (sediados em Vidago e Ribeira de Pena) e dois aviões que terão como base a capital de distrito.

Já no próximo dia 15, tem início a fase Bravo que, por sua vez, vai disponibilizar mais de três centenas de homens das várias forças envolvidas no dispositivo, nomeadamente Bombeiros, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Direcção Geral dos Recursos Florestais e Instituto de Conservação da Natureza.

Na última fase do planeamento, a considerada de maior acalmia, entre 1 de Outubro e 31 de Dezembro, o distrito vai contar com 94 homens, menos 12 que em igual período do ano passado, embora se disponibilize mais um veículo (num total de 21).

O Ministro da Administração Interna sublinhou o aumento significativo, ao nível dos meios humanos, “mais 15 por cento, relativamente ao ano passado, elementos mobilizados para a vigilância, detecção e combate”, somando 8931 homens em todo o país e na fase mais crítica.

Para António Costa, o combate nacional ao flagelo dos incêndios florestais sentiu 2006 como “um ano de viragem”, recordando que “no ano passado, ardeu menos floresta que em qualquer um dos cinco anos anteriores”.

No distrito de Vila Real, registaram-se, em 2005, 2502 focos de incêndios que consumiram uma área superior a 35 mil hectares, números trágicos que, em 2006, foram, drasticamente, reduzidos, já que 1208 incêndios ocorridos consumiram, apenas, cerca de quatro mil hectares de floresta.

“Todos juntos somos necessários, para enfrentar esta ameaça que, ano após ano, atinge a nossa floresta e que exige a mobilização de todos nós”, frisou o responsável do Governo, lembrando, ainda, o importante papel dos cidadãos na limpeza da floresta e na prevenção de comportamentos de risco

António Martinho, Governador Civil de Vila Real, sublinhou que “se a prioridade à primeira intervenção tem sido uma opção da estratégia, também não se tem dedicado menos atenção às questões da prevenção” realçando que o empenho na concretização das metas do Plano Nacional de Defesa contra Incêndios, o Governo Civil vila-realense decidiu “lançar, no distrito, um conjunto de iniciativas que estão a decorrer, algumas delas já a produzir os seus frutos, nomeadamente no que respeita à exercitação da cidadania, de forma cada vez mais consciente, com o objectivo de prevenir, sensibilizando, esclarecendo, motivando à participação, numa tarefa que é de todos e não só de alguns”.

Maria Meireles

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.