Este protocolo assegura que os doentes hipocoagulados de alto risco continuarão a ser tratados no hospital, os de baixo e médio risco serão tratados nas unidades de saúde familiares e unidades de cuidados de saúde personalizados. Estes mesmos tratamentos serão continuamente articulados pelos serviços técnicos do Serviço de Imuno-Hemoterapia do CHTMAD, não só para acompanhamento do doente, mas também para aferir aos sistemas instalados nos serviços de saúde e dar formação inicial e específica aos médicos da Medicina Geral/Familiar e enfermeiros (para melhor monitorização e ajuste das terapêuticas). Este novo protocolo intervém como um modelo que acompanha e auxilia os profissionais das unidades funcionais dos ACES, realizando, ainda, reuniões periódicas para a discussão de casos clínicos, avaliação e monitorização da implementação desta nova parceria de articulação.
Dentro deste apoio do doente hipocoagulado será, também, criada uma via privilegiada de comunicação e referenciação aos doentes alvo deste mesmo protocolo – a via verde do Doente Hipocoagulado – entre as Unidades Funcionais e o serviço de Imuno-Hemoterapia do CHTMAD.
O objectivo desta via é que sempre que surja uma intercorrência ou dificuldade nas unidades funcionais, essa mesma via funcione e o apoio técnico dos especialistas do hospital seja imediatamente dado ao doente.
Para possibilitar o controlo do trabalho que está a ser desenvolvido nos centros de saúde serão realizadas auditorias externas, bem como recolhas de amostras trimestrais (directamente enviadas para o Serviço de Imuno-Hemoterapia) para um maior controlo da qualidade interlaboratorial.
No fim da cerimónia, o presidente do Conselho de Administração do CHTMAD, Carlos Vaz, referiu a importância deste novo acordo como sendo uma relevante forma “de maior articulação entre os cuidados hospitalares e cuidados primários”.


