Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Douro fez vigília pela sua Casa

Delegações de agricultores de vários concelhos da região marcaram presença ao fim da tarde de sexta-feira numa vigília convocada pela Associação de Viticultores Independentes do Douro, Avidouro, que tinha como objetivo dar mais uma vez visibilidade “a uma luta sem tréguas pela defesa da Casa do Douro”. A direção da instituição saudou a iniciativa.

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Mais de uma centena de agricultores juntaram–se em frente do imóvel da Casa do Douro em protesto contra as alterações estatutárias preconizadas pelo Governo. Munidos de cartazes e com várias palavras de ordem, os agricultores aprovaram também, por unanimidade, uma petição pública elaborada pela Avidouro com o objetivo é que a mesma atinja as 4.000 assinaturas, para o assunto voltar a ser discutido na Assembleia da República.

A dirigente nacional e presidente da Avidouro, Berta Santos, explicou, ao Nosso Jornal, o motivo da vigília. “Esta iniciativa veio na sequência de outras já realizadas, desde que o Governo aprovou a lei contra a região, que visa privatizar a CD e entregá-la ao grande comércio do setor. A produção não vai deixar que isto se venha a concretizar. Mesmo que seja aprovada a lei, vamos lutar com as nossas armas para a reversibilidade do processo. Neste sentido, foi aprovado por aclamação um documento onde se exprime a defesa da CD e apela aos municípios da região Demarcada do Douro que se unam em torno da CD enquanto associação pública de direito privado”.

“Vamos recolher mais de 4 mil assinaturas contra uma lei que rouba património à região”. A petição, já “online”, reunia no fim do dia de terça-feira quase duas centenas de assinaturas e o objetivo é prolongá-la até final de outubro para a mesma seja apresentada na AR antes do seu processo de “liquidação”, que decorrerá até 31 de dezembro.

Os “Abaixo-Assinados” vêm peticionar junto dos Órgãos de Soberania e, em especial, junto da Assembleia da República, com “o objetivo de ser ANULADA a nova lei que visa transformar a nossa Casa do Douro em associação privada, também com o objetivo de reduzir muitíssimo o atual número de sócios da instituição e de a entregar a uma organização dos grandes proprietários absentistas. O património da atual Casa do Douro não pode ser desbaratado e colocado nas mãos do grande comércio como está para acontecer, desde logo com o valioso stock de Vinho do Porto”, sublinhou Berta Santos.

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