Os bilhetes gerais para os concertos de Vila Real e Bragança do Douro Jazz, que começa hoje, com a actuação do grupo TryoKA, vão ter uma redução de cerca de 50 por cento, confirmou a organização do Festival Internacional, que decorre até ao dia 15 Outubro.
Segundo Vítor Nogueira, director do Teatro de Vila Real, que lidera a organização do Festival, agora na sua oitava edição, as pessoas que quiserem assistir a todos os espectáculos, agendados para Vila Real, poderão fazê-lo por apenas 15 euros, o mesmo acontecendo para o rol de concertos previstos para Bragança.
As entradas individuais, também no que diz respeito ao Teatro Conceição Ribeiro, em Lamego, e à excepção de Chaves, onde os concertos, a realizar no Centro Cultural local, têm sempre entrada gratuita, variam entre os cinco e os dez euros.
Também o orçamento do Festival contou com uma redução de 20 por cento relativamente ao ano passado, no entanto, como explica a organização, “a qualidade mantém-se” no que diz respeito à programação.
“Em termos de programação, há nomes que nos chegam de seis países diferentes, e pela primeira vez vamos ter artistas da Áustria e da Rússia”, sublinhou Vítor Nogueira, garantindo que o festival vai ter concertos com “muita qualidade”, entre os quais o espectáculo de Maria João e a Orquestra de Jazz de Matosinhos, que vão encerrar o Douro Jazz em Bragança, no dia 14, e em Vila Real, no dia seguinte.
Com mais de meia centena de músicos provenientes também de Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Portugal, que vão passar pelas cidades de Vila Real, Lamego, Bragança e Chaves, em plena época de vindimas, o festival vai ‘brindar’ a região com um total de 43 concertos e arruadas.
O trio TGB, a cantora Melissa Oliveira (com o trompetista norte-americano Jason Palmer e o pianista e vibrafonista russo Alexei Tsiganov), o trio do guitarrista Pedro Andrea, o grupo Jazzodrom, “a ecléctica e divertida banda inglesa” Dr. Butler’s Hatstand Medicine Band e o duo Wires Under Tension, de Nova Iorque, são as propostas musicais desta edição do Festival.
À semelhança dos anos anteriores, o Festival traz uma programação paralela que contempla várias iniciativas, desde a Feira de Objectos Culturais a exposições de fotografias e postais ilustrados, sendo de destacar o lançamento, no dia um, da colheita de 2010 do Vinho Douro Jazz.
Outras das actividades em destaque são as arruadas, que vão levar a música jazz ao centro histórico das quatro cidades, com a actuação da banda residente do festival, a Douro Jazz Marching Band. “Temos, desde há três edições, uma banda residente do festival que procura levar o dixieland, ou seja, aquele Jazz mais fácil de ouvir e mais divertido, à rua”, explicou o director do Teatro de Vila Real, revelando ainda que este ano a banda vai passar por alguns estabelecimentos de ensino de Vila Real.
Realizado pela primeira em 2004, o Douro Jazz, que nasceu com o intuito de aliar “ao espírito festivo das vindimas uma estética musical apurada com os melhores vinhos”, tem vindo a consolidar-se ao longo dos anos, podendo já contar com a confiança do público. “Notamos que é relativamente fácil, apesar de trabalhoso, construir e montar o festival, ou seja, se é relativamente fácil estabelecer um entendimento entre os parceiros, criar um orçamento e atrair artistas de qualidade de países diversos, é porque o festival tem vindo, de algum modo, a consolidar-se”, defendeu Vítor Nogueira.



