Quinta-feira, 7 de Julho de 2022

Douro Jazz traz Maria João e Carmen Souza ao Teatro de Vila Real

Logo após o final do Algures a Nordeste, o Teatro de Vila Real muda de área artística para duas semanas intensas de jazz. Está aí a 14.ª edição do festival Douro Jazz, que inicia na próxima quarta-feira.

A 14.ª edição do Douro Jazz segue duas linhas de programação que entretecem vozes femininas com a composição e instrumentação virtuosas de jovens talentos nacionais.

Na primeira linha, e a abrir o festival, poderá ver a consagrada cantora Maria João numa colaboração fascinante com o trio Budda Power Blues. Nesta experiência no mágico universo dos blues, Maria João deixa cair o seu registo icónico para se apoderar das canções de Budda, considerado o melhor músico de blues do país.

Num segundo momento, poderá conhecer Beatriz Pessoa, cantora e compositora de registo intimista, fresco e suave, entre a pop e o jazz.
A fechar esta secção e o festival, estará a surpreendente e prolixa Carmen Souza, batizada pela imprensa internacional como a ‘Ella Fitzgerald de Cabo Verde’ ou ‘a nova Cesária Évora’. Carmen Souza estabelece um diálogo absolutamente deslumbrante com uma diversidade grande de vozes do jazz (incluindo, não por coincidência, a de Maria João) e de géneros musicais, do jazz à world music, do fado ao samba, da morna à bossa nova, incluindo o ‘blues cabo-verdiano’.

Pelo meio, o Douro Jazz abre espaço para músicos da região, num concerto do coletivo ‘Os Putos do Jazz’, seguido por uma jam session aberta à participação de outros músicos vila-realenses.

O virtuosismo de uma nova geração de artistas nacionais tem como representantes o projeto Home, liderado pelo espantoso acordeonista João Barradas, e um dos vários projetos do compositor e multi-instrumentista Bruno Pernadas, presença crescente em palcos de jazz e de grandes festivais de Verão da música em Portugal.

O público infanto-juvenil é convidado para um espetáculo sobre jazz, poesia e hip hop. ‘Jazzhop!’ é uma viagem no tempo e no espaço em busca das ligações entre a música e a palavra.

Em complemento aos concertos, o Douro Jazz acolhe a exposição ‘Excertos da Coleção de Francisco Vicente de Sousa, Um Amante de Jazz’. Trata-se de uma exposição de discos de vinil de um transmontano por adoção, grande colecionador, frequentador e divulgador de jazz.
No encerramento do festival, aliás, após o concerto de Carmen Souza, alguns dos vinis desta coleção serão postos a tocar, num DJ set com vinho Douro Jazz que prolongará em festa a última noite da edição de 2017. Uma festa aberta a todos.

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