Este Natal vai ser especial, para duas famílias que o vão poder festejar numa habitação com melhores condições. Uma promessa de “mais conforto” que, em 2008, será alargada a mais famílias vila-realenses, com o projecto da autarquia de “libertar” habitações sociais que não estão a ter a utilização devida pelos seus arrendatários, sendo que, em alguns casos, a medida já seguiu para tribunal.
A Câmara Municipal de Vila Real entregou, no dia 17,a duas famílias carenciadas, as chaves de duas habitações sociais, uma iniciativa que vai repetir-se, em breve, graças ao esforço da autarquia em “libertar” entre duas a três dezenas de casas que estão a ser utilizadas “indevidamente” pelos seus inquilinos.
“Já informámos os actuais inquilinos que devem entregar as habitações, alguns já o fizeram de livre vontade, outros receberam acções de despejo”, explicou Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal de Vila Real, relativamente às casas do parque de habitação social do Município cujos arrendatários ou não têm perfil para as ocupar ou as utilizam, indevidamente, como segunda morada ou arrendando a outras pessoas.
O edil explica que são cerca de três dezenas as habitações que deverão se libertadas para as famílias que realmente precisam.
“É imoral ter uma casa fechada ou arrendada a terceiros, quando elas foram criadas para servir os mais necessitados”, reforça o mesmo responsável político.
Durante a entrega das chaves das duas habitações, Manuel Martins lembrou ainda que, “em 2008, a autarquia vai proceder à venda de várias residências do Bairro São Vicente de Paula e de cerca de um quinto das habitações sociais do Bairro da Araucária”, um procedimento que, numa primeira fase, vai render, à autarquia, cerca de 4 milhões de euros, o que permitirá o investimento na recuperação de casas no centro da cidade que, depois, serão atribuídas a mais famílias carenciadas.
Para já, duas famílias já têm uma nova morada, no Bairro de Parada de Cunhos, uma delas é a de António José de Almeida, vila-realense que, agora reformado, ao longo de 35 anos foi funcionário da Câmara e que, recentemente, recebeu a notícia de que, até Abril do próximo ano, teria que deixar a sua residência actual, onde vive com a mulher e um filho de oito anos, devido ao facto do prédio em causa ter sido “penhorado, pelas Finanças”.
“Eu estou a pagar 300 euros de renda”, explicou o vila–realense que, visivelmente emocionado, relatou, ao Nosso Jornal, que, se não fosse a atribuição da nova habitação, pela autarquia, “estaria numa situação muito difícil”.
Mas o espírito solidário da autarquia, neste Natal, não fica por aqui. Também na Segunda-feira, a Câmara Municipal procedeu à entrega simbólica das quatro toneladas de alimentos que foram recolhidos no âmbito de uma campanha que decorreu entre os dias 1 e 14 de Dezembro, nos vários supermercados e hipermercados de Vila Real. “Vamos entregar cabazes de Natal às 250 famílias carenciadas”, contabilizou Manuel Martins, referindo que os cestos são constituídos por alimentos básicos, como açúcar, farinha, azeite, óleo, arroz, massa e ovos, entre muitos outros que foram entregues às famílias identificadas pela empresa municipal Vila Real Social, com a ajuda “imprescindível” das Juntas das várias freguesias do concelho.
Finalmente, o Presidente da Câmara Municipal assinou um protocolo de colaboração, entre a autarquia e o Centro Social e Paroquial de Andrães, um documento que estabelece um apoio de cerca de 30 mil euros para a instalação de um “pré-fabricado” que será utilizado no Serviço de Apoio Domiciliário aos idosos daquela freguesia vila-realense, até que o Centro Social veja finalizado o edifício que contará, ainda, com uma creche e um centro de dia.
Maria Meireles


