Perto de duas mil pessoas deslocaram-se, na Quinta-feira (27 de Dezembro), ao Centro de Saúde de Vila Pouca de Aguiar, onde vincaram a defesa da manutenção dos Serviços de Urgência, com várias palavras de ordem, casos de “Isto não é um deserto, queremos o SAP aberto” ou “Que Deus nos ajude a correr com o Ministro da Saúde”.
Foi por volta das 19h45m que se atingiu o pico desta acção de repúdio e indignação e nem o frio afastou os populares que exigiram a demissão de Correia de Campos da tutela do Ministério da Saúde, lembrando que «o povo está unido». Foi então que a manifestação entrou na casa dos portugueses, pelos jornais de televisão.
Apesar da multidão reprovar, de forma veemente, a medida governamental, o SAP acabaria por encerrar, às 23h59 desse dia. Mas se esta foi uma batalha perdida «com a força de todos, não perderemos a guerra» sublinhou Domingos Dias, representante da Comissão de Acompanhamento que junta as várias forças partidárias e órgãos autárquicos.
O edil aguiarense recordou o episódio recente em que Vila Pouca de Aguiar esteve com as vias todas cortadas, devido à neve, o que releva a importância do SAP também nestas situações, lembrando que o Ministério da Saúde tinha prometido contrapartidas, para fazer face aos serviços de urgência e que nunca chegou a cumprir, isto tudo «por razões economicistas».
As estradas sinuosas, as VMER que não conhecem os concelhos de Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena (que também é afectado) e o facto do hospital de Vila Real estar com capacidade lotada foram, entre outros, argumentos utilizados na grande manifestação que se realizou em frente à unidade de saúde aguiarense.





