Vila RealÉ “claro” que a Direcção Regional da Cultura “não” vai sair de Vila Real

É “claro” que a Direcção Regional da Cultura “não” vai sair de Vila Real

Até ao final do mês o Governo vai apresentar a nova lei orgânica da Secretaria de Estado da Cultura. Ainda não se levantam véus sobre as alterações que estão a ser pensadas, mas uma coisa é certa, a Direcção da Cultural não sai de Vila Real. Francisco José Viegas visitou a Sé e adiantou que serão apuradas as causas sobre o deslizamento das telhas.

A certeza da manutenção da sede da Direcção Regional da Cultura do Norte (DRCN) em Vila Real foi deixada por Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, que, no dia 30, esteve em Vila Real para visitar as obras de reparação do telhado da Sé Catedral.

O governante adiantou que no final de Setembro deverá ser conhecida a nova lei orgânica da Secretaria de Estado, um processo que “vai incluir, com certeza, a fusão de alguns organismos” mas não deverá envolver a DRCN, no que diz respeito à localização da sede. Quando confrontado com essa possibilidade, Francisco José Viegas foi mesmo peremptório: “É claro que não”.

Relativamente aos cortes a fazer no sector da cultura, o mesmo responsável político explica que irão acontecer “na mesma proporção dos planeados para outros ministérios, de outras áreas de governação”, sendo certo que “não há nenhuma perseguição à cultura”.

Francisco José Viegas adiantou mesmo que “há um reforço do papel da Secretaria de Estado, sob a dependência directa do primeiro-ministro, e a vontade de executar tudo o que está aprovado e em curso”, embora haja também “cortes que foram iniciados e vão ser executados”.

O secretário de Estado deslocou-se a Vila Real para visitar as obras de recuperação do telhado da Sé que, no dia 21, sofreu com a força do mau tempo, tendo-se verificado o deslizamento e a queda de várias telhas.

Paula Silva, directora regional da Cultura do Norte, referiu que as obras deverão ficar concluídas dentro de um mês e meio, e estão orçadas em 70 mil euros.

À hora de fecho desta edição do Nosso Jornal, vários trabalhadores já estavam na Igreja a preparar o início das obras e a fazer a remoção das telhas que ainda se encontravam em risco de cair.

“A Secretaria de Estado vai assumir esse custo porque é uma obrigação sua, por se tratar de um monumento nacional”, explicou Francisco José Viegas, não deixando no entanto de sublinhar que será também importante saber se a última intervenção feita na Sé, “realizada há seis ou sete anos” e que incluiu a requalificação do telhado, “foi ou não bem-feita”. “Obviamente também gostaríamos de saber porque isso aconteceu, independente das causas naturais”, sublinhou o mesmo responsável político, lembrando que as “últimas obras não foram propriamente baratas”.

O Gabinete Municipal de Protecção foi alertado para a queda de telhas da Sé na manhã do dia 21, tendo interditado, por precaução, e devido a sinais de instabilidade no telhado, o pátio Elisa Baptista de Sousa Pedroso, localizado junto ao Conservatório Regional de Música, onde caíram várias telhas.

De portas encerradas desde o mesmo dia, todas as missas previstas para a Sé se realizarão na Igreja da Misericórdia até que a obra esteja concluída.

A Igreja de São Domingos (Sé Catedral de Vila Real), classificada como Monumento Nacional, “é parte de um antigo grande Convento da Ordem dos Domínicos, edificado no século XV, por iniciativa de D. João I. A torre, a tribuna, o retábulo do altar-mor e a capela-mor datam do século XVIII”.

Recentemente, a Igreja foi alvo de uma intervenção, levada a cabo pelo então Instituto Português do Património Arquitectónico durante cerca de cinco anos e orçada em perto de 1,2 milhões de euros.

-PUB-


APOIE O NOSSO TRABALHO.
APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências, nunca paramos um único dia.

Contribua com um donativo!

VÍDEO

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Mais lidas

PRÉMIO