Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Empresários do distrito levam “dificuldades e anseios” ao Parlamento

No final de um périplo que começou em março e levou o deputado Luís Ramos a conhecer de perto várias empresas do distrito, o social-democrata defendeu a importância dos empresários terem a “oportunidade de confrontar os decisores”

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Um grupo de empresários do distrito de Vila Real vai se deslocar até à Assembleia da República, no dia 26, para “manifestar as suas necessidades, intenções de investimento e esclarecimentos sobre o Portugal 2020”, uma ação que resultou de uma série de visitas que o deputado Luís Ramos fez no âmbito da iniciativa do Grupo Parlamentar do PSD “Portugal Faz Bem”.

“Mais do que preleções por parte dos membros do Governo, do presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) ou do responsável pelo Banco de Fomento, a ideia é que os empresários tenham oportunidade de confrontar estes decisores com as suas dificuldades, problemas, anseios e obter respostas para aquilo que precisam”, explicou Luís Ramos.

A 20 de março, o deputado iniciou o roteiro, tendo passado por “empresas de base tecnológica sediadas em Vila Real e com grande capacidade exportadora a partir de Alijó, por empresas do setor agroalimentar na cidade de Valpaços ou ligadas à extração e transformação de granitos em Vila Pouca de Aguiar”. O périplo terminou no dia 27, com uma passagem por Boticas e Chaves.

“Visitei empresas de ramos de atividade muito diferenciadas, mas todas com uma capacidade de resistência e de superação dos momentos difíceis que o País atravessou por causa das dificuldades financeiras e económicas”, destacou Luís Ramos, considerando que os empresários revelaram “uma grande determinação”.

No que diz respeito às dificuldades, “os principais entraves à competitividade” mencionados pelo deputado são “os custos associados à produção e ao transporte”, um problemas que o partido irá “colocar ao secretário de Estado e ao Ministro da tutela”. O parlamentar assumiu ainda que, ao longo da legislatura, tem procurado uma revisão dos preços das portagens nas ex-SCUT, um processo adiado por causa da maior parte das parcerias público-privadas (PPP’s) ter sido sujeita a uma negociação entre o Estado e as concessionárias. “Agora que essas negociações estão encerradas, julgo que estaremos em condições de conseguir que as empresas e as populações do Interior não continuem a ser penalizadas, ou seja, não é possível que as portagens na A24 ou na A7 sejam mais caras do que são na A1”.

Os apoios específicos à exportação também merecem uma atenção particular do tecido empresarial. Por isso, o deputado Luís Ramos defende que “é fundamental que a AICEP se aproxime destas empresas, que têm uma menor capacidade de afirmação e de conquista de mercados”, o que poderá acontecer com a instalação de uma delegação da Agência no Interior Norte.

Relativamente ao “novo ciclo de programação comunitária”, a expectativa dos empresários do distrito é “muito grande”.

 

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