Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2025
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Vila RealEncerramento já tem, finalmente, data marcada

Encerramento já tem, finalmente, data marcada

Depois de mais de cem anos ao serviço dos vila-realenses, a delegação da capital de distrito do Banco de Portugal vai encerrar. A data já é conhecida, no entanto, o futuro do edifício que, há meia dúzia de anos, sofreu uma remodelação que contou com um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, ainda […]

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Depois de mais de cem anos ao serviço dos vila-realenses, a delegação da capital de distrito do Banco de Portugal vai encerrar. A data já é conhecida, no entanto, o futuro do edifício que, há meia dúzia de anos, sofreu uma remodelação que contou com um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros, ainda é incerto…

Foi publicado, no dia 14, em Diário da República, que o encerramento da Agência de Vila Real do Banco de Portugal está marcado para o dia 31 de Maio.

A notícia do encerramento da agência vila-realense veio a público, pela primeira vez, em Setembro do ano passado e dava conta de que aquela estrutura encerraria portas, no final de 2007.

Desde logo, levantaram-se questões como o futuro dos sete funcionários da Delegação ou o destino do edifício centenário, situado em pleno coração da cidade.

Já no início do mês de Março, a agência foi “visitada” por um dos administradores do Banco de Portugal que, sem falar com a Comunicação Social, e segundo fonte da instituição, deixou, então, a informação de que o encerramento iria acontecer, “impreterivelmente”, durante o primeiro semestre deste ano.

Aberta em 1893, a agência completou, em Novembro de 2007, o seu 114.º aniversário, uma comemoração amarga e que fez relembrar as várias vozes de desacordo, na capital de distrito.

“Com este encerramento e depois do fecho da agência de Bragança que ocorreu há mais de 15 anos, a região de Trás-os-Montes e Alto Douro fica sem qualquer agência do Banco de Portugal”, lamentou Ricardo Martins, deputado da Assembleia da República, eleito pelo círculo de Vila Real, num pedido de esclarecimento, feito aos Ministros de Estado e das Finanças.

No mesmo documento, o deputado referiu o sentimento de surpresa pelo anúncio de encerramento, tendo em conta que, há cerca de seis anos, o Banco de Portugal investiu “mais de 1,5 milhões de euros, na remodelação do imóvel”.

“O que mudou, na estratégia da instituição e o que motivou a decisão de encerramento, depois de um avultado investimento, na requalificação da agência?”, questionou Ricardo Martins.

Fonte do Banco de Portugal, contactada pelo Nosso Jornal, na altura em que foi lançada a notícia do seu encerramento, esclareceu algumas das justificações para a medida, nomeadamente, o “reduzido número de operações realizadas em Vila Real, quer no atendimento ao público quer com as instituições de crédito, comparativamente com as realizadas em outras delegações”.

O Nosso Jornal tentou entrar, novamente, em contacto com o Banco de Portugal. No entanto, até à hora de fecho desta edição, não foi possível saber mais pormenores oficiais, relativamente ao futuro dos funcionários, bem como do edifício que, actualmente, ainda serve de morada à delegação vila-realense da instituição bancária.

No entanto, na resposta do Governo ao requerimento de Ricardo Martins, o Ministério das Finanças e da Administração Pública, para além de reforçar que Vila Real “apresenta o mais baixo nível de actividade, no conjunto da rede nacional” do Banco de Portugal, adianta que a instituição garante a continuidade, nos seus quadros, “caso seja essa a sua vontade, sem prejuízo de considerar a possibilidade de passagem à situação de reforma antecipada dos empregados que reúnam as condições necessárias para o efeito”.

O Ministério explica, ainda, que o Banco de Portugal, “a seu tempo, e em cumprimento das regras e procedimentos a que está obrigado”, procederá “à alienação do edifício, dando preferência a entidades de interesse público da região”.

 

Maria Meireles

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