Segunda-feira, 15 de Agosto de 2022

Ensino superior de volta com cinco novos cursos

Através da assinatura de protocolo de colaboração entre o Município, o Instituto Politécnico de Bragança e entidades locais, Chaves vai receber os novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais, que arrancam em outubro

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Após o encerramento do polo flaviense da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, o ensino superior está de regresso a Chaves, através de um protocolo celebrado entre o município e o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vai implementar cinco novos Cursos Técnicos Superiores Profissionais já a partir de outubro. Será uma oferta vocacionada para áreas específicas que vai formar os alunos para ingressarem desde logo no mercado de trabalho, depois de dois anos de formação, que inclui meio ano de estágio em empresas da região do Alto Tâmega. São cursos de Nível 5 do Quadro Nacional de Qualificações, que conferem o Diploma de Técnico Superior Profissional. O presidente da autarquia, António Cabeleira, referiu que a vinda do IPB com estes cursos superiores para Chaves tem uma “grande importância”, na medida em que vai “formar profissionais com nível superior de forma a estruturar o mercado de trabalho local”. Apesar de Chaves ter uma “boa escola profissional”, o autarca realça a entrada destes cursos como forma de completar a formação que já existe na cidade. “Esperamos que o IPB não fique por aqui, e que a breve prazo se evolua para algumas licenciaturas, sobretudo vocacionadas na área da hotelaria e do termalismo”.

Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, justifica a aposta “forte” em Chaves como forma de contribuir para o desenvolvimento de toda a região de Trás-os-Montes. “É essa a missão da instituição que presido. Não podemos estar sempre a reclamar sobre o centralismo de Lisboa e depois não termos essa abrangência em relação a Trás-os-Montes de forma a torná-la mais competitiva”, sublinha este responsável.

As vantagens dos alunos que frequentem estes cursos são as mesmas que têm os estudantes de uma licenciatura ou mestrado, sobretudo ao nível da ação social e da obtenção de bolsas e alojamento. Também tem a desvantagem de ter de se pagar uma propina anual, mas de valor mais baixo ao que se pratica nas licenciaturas, a rondar os 400 euros. Para Chaves já estão catalogados cinco cursos, em diferentes áreas, que serão adaptados à realidade económica local.

Para quem quiser prosseguir estudos, estes cursos garantem acesso direto aos cursos do IPB, da mesma área científica.

 

captar jovens do litoral para o interior

Segundo o presidente do IPB, um dos objetivos destes cursos superiores passa por captar jovens do litoral para o interior, criando uma dinâmica que possa “inverter esta tendência de declínio” demográfico. “A redução deste flagelo da demografia faz-se também trazendo os jovens para conhecerem esta realidade, mostrando-lhe que vale a pena viver em Trás-os-Montes, que é uma região que tem futuro, quer em termos económicos quer ao nível da qualidade de vida”.

Neste processo, a instituição de ensino superior transmontana teve de encontrar estágios para os futuros alunos em empresas e/ou organizações de toda a região do Alto Tâmega, em que colaboraram os parceiros.

O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, destaca a importância deste tipo de ensino em Portugal, que existe em muitos outros países europeus e com grande sucesso. Para além disso, é um ensino superior mais vocacionado para alunos da via profissional, no entanto há “grande flexibilidade e todos se podem candidatar”, como por exemplo adultos que queiram fazer uma requalificação numa área diferente daquela em que já têm formação.

Os novos cursos serão adaptados às necessidades das empresas da região onde são ministrados. “O sistema está desenhado para que estes cursos estejam muito mais perto das populações. Estamos numa Comunidade Intermunicipal que menos de 100 habitantes, dificilmente tem dimensão para outro tipo de ensino superior. Esta parece-me a aposta correta, já que é uma oferta que permite a um jovem do Alto Tâmega ter aqui uma opção local de mercado de emprego”. Quer isto dizer que um jovem de Chaves, que ama a sua terra e quer ficar aqui, frequentando este curso, tem uma grande probabilidade de encontrar aqui emprego. Assim como um jovem que vem de fora, estudar para Chaves, tem também uma grande probabilidade de encontrar aqui emprego, além de usufruir das delícias de Chaves”, sublinhou o representante do governo.

As candidaturas podem ser efetuadas online, mas também há a opção de serem feitas através do preenchimento manual do formulário.

Este acordo envolve o IPB, o Município de Chaves, a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, a Escola Profissional de Chaves, o Agrupamento Fernão de Magalhães, o Agrupamento António Granjo, o Agrupamento Dr. Júlio Martins e a Associação Empresarial do Alto Tâmega, que se comprometem a trabalhar em conjunto para o desenvolvimento económico, social e cultural da região.

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